quarta-feira, maio 21, 2008
Pagar petróleo às prestações
quarta-feira, maio 21, 2008 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Amigos, isto está pela hora da morte... da última vez que fui atestar o depósito do meu veículo automotor, tive que lá deixar o pedal do travão para conseguir pagar a "despesa". Portanto, se me virem na rua, estejam cientes que se for muito rapidamente na vossa direcção, não é para vos cumprimentar.
Da forma como o mercado está a evoluir, não me surpreende se amanhã (ou depois), a Caixa Geral de Depósitos lançar um novo produto no mercado, que em vez de suportar a realização de umas férias pagas às prestações (em Bora Bora), permitirá abastecer o depósito do automóvel e pagar em 12 suaves prestações (TAEG 12,58543%). Claro está que, caso se falhe uma prestação, eles ficam com o pedal do acelerador (e já vão dois).
Surpreende-me sim, ver os ditos entendidos a "inundarem" os canais de televisão com afirmações insultuosas para o leigo (comum mortal, logo, por definição, privado de inteligência), alegando que essa espécie se vê alheada de tal mecanismo (diga-se, inteligência)... mas nem um nos diz concretamente que "o preço na bomba está a X porque efectivamente o crude foi comprado a Y...". Limitam-se isso sim a referir exaustivamente a existência das tais fórmulas complexas, pricings, piercings, etc... e a gente engole e fica na mesma... aliás, no dia seguinte, quando falamos com o Zé, parceiro da sueca das Quartas-feiras, consideramos-nos pessoas evoluídas, pois sabemos que "o pricing está mau, Zé!!!"
Neste momento, quando vou às bombas de gasolina, já não penso que o preço do petróleo aumentou, mas sim que o juro da prestação voltou a subir... só rezo para que os senhores "das Europa" decidam baixar a taxa de juro de referência... chiça... ou isso, ou ponderar com seriedade fazer diariamente 80Km de bicicleta... mas como não quero condenar a volta a Portugal em bicicleta a um fim prematuro, devido ao desinteresse geral da população, fortemente habilitada a fazer o mesmo (ou até mais, como diz aquele senhor dos seguros), limito-me ao lamento e à angústia de quem vê, quase metade do seu ordenado, entrar por um buraquinho estreito situado na lateral traseira do automóvel.
Por último, duvido (infelizmente) de medidas que visam privar companhias como a GALP da nossa presença nos seus ilustres estabelecimentos, já que, mesmo não comprando o produto final "aos moços", abastecendo em outros "ilustres estabelecimentos" origina que esses comprem mais produto refinado, adivinhem a quem... não se ganha por um lado, ganha-se não por outro, mas sim por muitos...
Quem pensava que manter um mulher saía caro, definitivamente fica mais barato andar a passear de mão dada na rua... a menos que a rua tenha muito comércio...
P.S. atendendo a que agora somos tentados a reciclar álcool, produtos de limpeza, chichi, etc, com vista à formulação de um produto alternativo ao combustível fóssil, não experimentem meter óleo de fritar os rissóis no depósito, já que com isso apenas se consegue obter um cheiro a fritos no ar... e mais um empréstimo à CGD...
Da forma como o mercado está a evoluir, não me surpreende se amanhã (ou depois), a Caixa Geral de Depósitos lançar um novo produto no mercado, que em vez de suportar a realização de umas férias pagas às prestações (em Bora Bora), permitirá abastecer o depósito do automóvel e pagar em 12 suaves prestações (TAEG 12,58543%). Claro está que, caso se falhe uma prestação, eles ficam com o pedal do acelerador (e já vão dois).
Surpreende-me sim, ver os ditos entendidos a "inundarem" os canais de televisão com afirmações insultuosas para o leigo (comum mortal, logo, por definição, privado de inteligência), alegando que essa espécie se vê alheada de tal mecanismo (diga-se, inteligência)... mas nem um nos diz concretamente que "o preço na bomba está a X porque efectivamente o crude foi comprado a Y...". Limitam-se isso sim a referir exaustivamente a existência das tais fórmulas complexas, pricings, piercings, etc... e a gente engole e fica na mesma... aliás, no dia seguinte, quando falamos com o Zé, parceiro da sueca das Quartas-feiras, consideramos-nos pessoas evoluídas, pois sabemos que "o pricing está mau, Zé!!!"
Neste momento, quando vou às bombas de gasolina, já não penso que o preço do petróleo aumentou, mas sim que o juro da prestação voltou a subir... só rezo para que os senhores "das Europa" decidam baixar a taxa de juro de referência... chiça... ou isso, ou ponderar com seriedade fazer diariamente 80Km de bicicleta... mas como não quero condenar a volta a Portugal em bicicleta a um fim prematuro, devido ao desinteresse geral da população, fortemente habilitada a fazer o mesmo (ou até mais, como diz aquele senhor dos seguros), limito-me ao lamento e à angústia de quem vê, quase metade do seu ordenado, entrar por um buraquinho estreito situado na lateral traseira do automóvel.
Por último, duvido (infelizmente) de medidas que visam privar companhias como a GALP da nossa presença nos seus ilustres estabelecimentos, já que, mesmo não comprando o produto final "aos moços", abastecendo em outros "ilustres estabelecimentos" origina que esses comprem mais produto refinado, adivinhem a quem... não se ganha por um lado, ganha-se não por outro, mas sim por muitos...
Quem pensava que manter um mulher saía caro, definitivamente fica mais barato andar a passear de mão dada na rua... a menos que a rua tenha muito comércio...
P.S. atendendo a que agora somos tentados a reciclar álcool, produtos de limpeza, chichi, etc, com vista à formulação de um produto alternativo ao combustível fóssil, não experimentem meter óleo de fritar os rissóis no depósito, já que com isso apenas se consegue obter um cheiro a fritos no ar... e mais um empréstimo à CGD...
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