quinta-feira, janeiro 29, 2009
Futuro
quinta-feira, janeiro 29, 2009 | Publicada por
Pedro Duarte |
Editar mensagem
Não me considerando um professor "Katinga", sou levado a pensar que o meu futuro, como o imagino hoje, é negro... e isto porque, ou penso nele quando estou a dormir, ou porque a recente sucessão de acontecimentos requer uma certa (grande) dose de pessimismo.
Posso dizer com franqueza que nunca me considerei uma pessoa muito optimista, já que sigo a filosofia de que "um pessimista é um optimista instruído". Se bem que também não me considero um pessimista a 100%: fico-me pelos 90% (ainda há esperança)! Continuo a ter fé de que o benfica vai ganhar o campeonato!!!
Agora, seria bom ou mau nós sabermos à partida o que nos reserva o dia de amanhã? Partindo do princípio de que isso seria possível, tornar a vida tão "previsível" por antecipação de eventos tornar-se-ia monótono e perigoso. Toda a gente o diz e com razão!!!
É certo que todos nós, em algum momento na nossa vida, somos confrontados com algum tipo de "dejá vu" (acho que é assim que se escreve - francês não é o meu forte). A ciência trata logo de nos explicar que isso deve-se a uma "falha no cérebro" que provoca uma "velocidade de processamento" diferente entre cortex cerebral e visão (penso que é isso). Bem, eu cá preferia não pensar que a minha máquina tem mais esse "bug".
Acreditando em "dejá vu's" todos nós teríamos incorporado um "professor Katinga" no software orgânico... só não dá é para fazer negócio disso. Mais, isso implicaria que, provavelmente, a nossa vida já estaria "pré-programada". Triste notícia!!! Isto porque eu, apesar de todo o pessimismo, ainda acredito que é possível absorver alguma felicidade da vida... e saber o que nos espera, a meu ver, estraga a emoção.
Posso dizer com franqueza que nunca me considerei uma pessoa muito optimista, já que sigo a filosofia de que "um pessimista é um optimista instruído". Se bem que também não me considero um pessimista a 100%: fico-me pelos 90% (ainda há esperança)! Continuo a ter fé de que o benfica vai ganhar o campeonato!!!
Agora, seria bom ou mau nós sabermos à partida o que nos reserva o dia de amanhã? Partindo do princípio de que isso seria possível, tornar a vida tão "previsível" por antecipação de eventos tornar-se-ia monótono e perigoso. Toda a gente o diz e com razão!!!
É certo que todos nós, em algum momento na nossa vida, somos confrontados com algum tipo de "dejá vu" (acho que é assim que se escreve - francês não é o meu forte). A ciência trata logo de nos explicar que isso deve-se a uma "falha no cérebro" que provoca uma "velocidade de processamento" diferente entre cortex cerebral e visão (penso que é isso). Bem, eu cá preferia não pensar que a minha máquina tem mais esse "bug".
Acreditando em "dejá vu's" todos nós teríamos incorporado um "professor Katinga" no software orgânico... só não dá é para fazer negócio disso. Mais, isso implicaria que, provavelmente, a nossa vida já estaria "pré-programada". Triste notícia!!! Isto porque eu, apesar de todo o pessimismo, ainda acredito que é possível absorver alguma felicidade da vida... e saber o que nos espera, a meu ver, estraga a emoção.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Inverno à antiga
sexta-feira, janeiro 23, 2009 | Publicada por
Pedro Duarte |
Editar mensagem
Já não tenho memória de um Inverno assim! Destes que gelam os ossos e molham a careca (para quem, como eu, já a começa a revelar).
Mais importante ainda, um destes Invernos que nos concede o prazer de ver nevar em Viseu.
É certo que a neve é chata e o frio, nem se fala! É mais fácil segurar uns óculos de sol nos suportes laterais, vulgo orelhas, do que segurar com uma mão o guarda-chuva e com a outra o voucheur da agência de viagens e ir sonhando com sítios mais "summer friendly".
Recordo-me que por alturas do último grande nevão (1997-98, não sei ao certo) andava eu em viagem. Tinha ido, juntamente com uns colegas, exteriorizar a sabedoria para uma folha de papel, ou seja, tinha ido fazer um exame ao Porto (sim, adivinharam: exame escrito). Tivémos o prazer de "confraternizar" com uma camada branca de água já a caminho de Viseu, no antigo IP5. Um pouco à frente e um pouco antes, um camião teve o mesmo prazer, mas resolveu "festejar o encontro" perpendicularmente, ou seja, atravessou-se na estrada. Essa pequena celebração forçou-nos a prosseguir viagem pela antiga estrada de S. Pedro do Sul. O "espectáculo" foi... espectacular... e devidamente observado, como devem imaginar, em marcha lenta... sem grandes pressas. Até porque o tal espectáculo da Natureza nos proporcionou alguns obstáculos espalhados pelo trajecto, tornando a "prova" mais difícil.
Relembro esses tempos com saudade... nostalgia portanto! Relembro o (já) velho carro do meu pai: mercedes 220D, que, curiosamente nesse dia, revelou-se um verdadeiro "carro de corrida". Passo a explicar: o que falta contar desta viagem prende-se com a "prova" que antecedeu a chegada ao IP5. De facto, quando saímos do Porto (após o massacre escrito e uma rápida jantarada no... MCDonald's) dirigiamos-nos calmamente a Viseu quando alguém (não me acuso) teve uma daquelas dores de barriga XL, que obrigatoriamente resulta numa "expulsão rápida dos demónios". Ora, acontece que, sendo que isso se proporcionou já na A1, a única hipótese de "expulsão" dos ditos cujos estava a 30 e tal kms mais à frente, ou seja, na estação de serviço que antecede a saída para o IP5. Uma solução intermédia não era viável, já que chovia e, salvo seja, é preferível antes segurar o tal voucheur na outra mão, do que um rolo de papel higiénico (ou o que houvesse). Assim, o maravilhoso mercedes 220D nunca andou tão depressa... e nunca os meus colegas estiveram tão pálidos.
Após a necessária "pausa" na estação de serviço lá prosseguimos viagem, com menos uma "bagagem", em direcção ao espectáculo branco e à nossa terrinha, Viseu.
Enfim, um episódio deveras peculiar... daqueles que espero contar aos meus filhos... ou sobrinhos, logo se vê.
Entretanto, cá vamos batendo o dente, ansiosos por dias mais "alegres", mas maravilhados por ver novamente nevar em Viseu (pelo menos eu).
Mais importante ainda, um destes Invernos que nos concede o prazer de ver nevar em Viseu.
É certo que a neve é chata e o frio, nem se fala! É mais fácil segurar uns óculos de sol nos suportes laterais, vulgo orelhas, do que segurar com uma mão o guarda-chuva e com a outra o voucheur da agência de viagens e ir sonhando com sítios mais "summer friendly".
Recordo-me que por alturas do último grande nevão (1997-98, não sei ao certo) andava eu em viagem. Tinha ido, juntamente com uns colegas, exteriorizar a sabedoria para uma folha de papel, ou seja, tinha ido fazer um exame ao Porto (sim, adivinharam: exame escrito). Tivémos o prazer de "confraternizar" com uma camada branca de água já a caminho de Viseu, no antigo IP5. Um pouco à frente e um pouco antes, um camião teve o mesmo prazer, mas resolveu "festejar o encontro" perpendicularmente, ou seja, atravessou-se na estrada. Essa pequena celebração forçou-nos a prosseguir viagem pela antiga estrada de S. Pedro do Sul. O "espectáculo" foi... espectacular... e devidamente observado, como devem imaginar, em marcha lenta... sem grandes pressas. Até porque o tal espectáculo da Natureza nos proporcionou alguns obstáculos espalhados pelo trajecto, tornando a "prova" mais difícil.
Relembro esses tempos com saudade... nostalgia portanto! Relembro o (já) velho carro do meu pai: mercedes 220D, que, curiosamente nesse dia, revelou-se um verdadeiro "carro de corrida". Passo a explicar: o que falta contar desta viagem prende-se com a "prova" que antecedeu a chegada ao IP5. De facto, quando saímos do Porto (após o massacre escrito e uma rápida jantarada no... MCDonald's) dirigiamos-nos calmamente a Viseu quando alguém (não me acuso) teve uma daquelas dores de barriga XL, que obrigatoriamente resulta numa "expulsão rápida dos demónios". Ora, acontece que, sendo que isso se proporcionou já na A1, a única hipótese de "expulsão" dos ditos cujos estava a 30 e tal kms mais à frente, ou seja, na estação de serviço que antecede a saída para o IP5. Uma solução intermédia não era viável, já que chovia e, salvo seja, é preferível antes segurar o tal voucheur na outra mão, do que um rolo de papel higiénico (ou o que houvesse). Assim, o maravilhoso mercedes 220D nunca andou tão depressa... e nunca os meus colegas estiveram tão pálidos.
Após a necessária "pausa" na estação de serviço lá prosseguimos viagem, com menos uma "bagagem", em direcção ao espectáculo branco e à nossa terrinha, Viseu.
Enfim, um episódio deveras peculiar... daqueles que espero contar aos meus filhos... ou sobrinhos, logo se vê.
Entretanto, cá vamos batendo o dente, ansiosos por dias mais "alegres", mas maravilhados por ver novamente nevar em Viseu (pelo menos eu).
terça-feira, janeiro 20, 2009
Down the drain
terça-feira, janeiro 20, 2009 | Publicada por
Pedro Duarte |
Editar mensagem
Os americanos utilizam esta expressão para demonstrar algo que correu mal e que vai "down the drain". Um negócio, ou porventura, um estado de espírito. Por terras lusas, em relação à segunda hipótese, utiliza-se muitas vezes a expressão "bater no chão".
Escusado será dizer que, em relação à "nossa" expressão, podemos argumentar que, batendo no chão, as duas possibilidades são: permanecer com a bochecha colada ao mosaico da cozinha, ou então, "put some strength on the knees" e toca a levantar!!! Ou seja, resumimos as nossas possibilidades a duas: ficar no chão, ou não!
Já em relação à expressão "americanada", muito se pode dissertar sobre as possibilidades. Debruço-me mais sobre uma específica: sendo claro que do "drain" vamos para o saneamento público (na maioria dos casos), o que poderá acontecer de seguida? Uma rápida análise sugere que ficamos no meio da m*rda, ou seja, a nossa situação não evolui muito. Se bem que depois somos sujeitos a alguma espécie de tratamento, de modo a podermos ser "despejados" em campos de cultivo e afins, isso também implica que esse processo requeira algum tipo de "limpeza", eliminando as impurezas. Partindo do pressuposto que não nos consideramos impurezas, somos de novo aproveitados para dar vida a "plantinhas", milho ou batatas (não sei qual delas prefiro).
A meu ver, pode-se assim concluir que, "à portuguesa", dependemos apenas de nós próprios para descolarmos do chão frio, enquanto que "à americana", teremos sempre que ser sujeitos a uma espécie de "intervenção social", que se resume a "limpar a m*rda da sociedade".
Assim, devido aos recentes eventos que assolaram o Monte Salvado, mais propriamente a minha casa, sinto-me um bocado americanado, logo, a precisar de um empurrão social, ou se preferirem, limpeza... já que os meus joelhos estão um pouco fracos!
Escusado será dizer que, em relação à "nossa" expressão, podemos argumentar que, batendo no chão, as duas possibilidades são: permanecer com a bochecha colada ao mosaico da cozinha, ou então, "put some strength on the knees" e toca a levantar!!! Ou seja, resumimos as nossas possibilidades a duas: ficar no chão, ou não!
Já em relação à expressão "americanada", muito se pode dissertar sobre as possibilidades. Debruço-me mais sobre uma específica: sendo claro que do "drain" vamos para o saneamento público (na maioria dos casos), o que poderá acontecer de seguida? Uma rápida análise sugere que ficamos no meio da m*rda, ou seja, a nossa situação não evolui muito. Se bem que depois somos sujeitos a alguma espécie de tratamento, de modo a podermos ser "despejados" em campos de cultivo e afins, isso também implica que esse processo requeira algum tipo de "limpeza", eliminando as impurezas. Partindo do pressuposto que não nos consideramos impurezas, somos de novo aproveitados para dar vida a "plantinhas", milho ou batatas (não sei qual delas prefiro).
A meu ver, pode-se assim concluir que, "à portuguesa", dependemos apenas de nós próprios para descolarmos do chão frio, enquanto que "à americana", teremos sempre que ser sujeitos a uma espécie de "intervenção social", que se resume a "limpar a m*rda da sociedade".
Assim, devido aos recentes eventos que assolaram o Monte Salvado, mais propriamente a minha casa, sinto-me um bocado americanado, logo, a precisar de um empurrão social, ou se preferirem, limpeza... já que os meus joelhos estão um pouco fracos!
Subscrever:
Comentários (Atom)