Ausência
Desculpem o período de ausência, mas andei ocupado a... fazer outras coisas!!!
E as novidades são as seguintes: estou mais gordo, (ainda) mais feio (dizem que não há cura) e com os pés gelados, derivado a este tempo, característico da estação que antecede o Inverno.
Ahhh... já me estava a esquecer: entretanto, fiquei colocado em Bijeu (há uma série que presentemente passa na FOX intitulada "Perto de Casa" - dá para ver que tenho tido tempo para ver televisão)... mas continuando... e como dizia, em Bijeu, 14 horinhas para dar aulas a presidiários, ciganos e... outras pessoas (não falo de muçulmanos, pois podem achar ofensivo). Devo dizer que, até à data, até tenho gostado de dar aulas na prisão... mas interessa, antes de mais, explicar como se distribuem as horas que me foram atribuídas: cá o puto, vai dar aulas a adultos, pois as horinhas estão afectas a dois cursos de Educação e Formação de Adultos; um a decorrer no estabelecimento prisional de Bijeu (ao pé da famosa estátua do Lopes sem cabeça) e outro a decorrer na escola da Avenida (ao pé dos Bombeiros Voluntários de Viseu, perdão, Bijeu)
...
O intuito destes cursos é dar formação (e educação) a pessoas que, à partida não a têm... e com isso atribuir um certificado de frequência, dando equivalência ao 2º ou 3º ciclo, conforme o caso... e penso que, mesmo ainda não tendo visto nenhum desses certificados, devem ser mais bonitos do que as facturas da EDP... e devo também dizer que, em relação à educação e formação, conheço pessoas, ditas cultas, que não serviam para empregados de alguns dos meus actuais formandos.
Como disse atrás, até agora, estou a achar a experiência interessante, nomeadamente no que concerne ao estabelecimento prisional (até ao final do ano, espero eu ficar certificado em como fazer ligações directas a BMW's), pois, como devem imaginar, é outro mundo... espero periodicamente poder relatar algumas das minhas aventuras por lá... e se não der notícias por muito tempo, é porque alguém descobriu que insultei publicamente o respeitável Engenheiro Sócrates e a sua cocumbina (acho que é assim que se escreve), Ministra da Educação...
E mais... diariamente, passo pela experiência de ser revistado... mas até à data não me mandaram ficar como vim para este Mundo... pois uma dia por lá podem achar que eu ou um dos meus colegas, andamos a passar lá para dentro "coisas" pelo método do supositório... penso que será uma experiência desagradável e dou a minha vez a quem, por diversos motivos, até possa gostar...
Por agora é tudo... e bons caldinhos para todos, pois este frio a isso obriga...
Manifestações
Não se importam, como é possível verificar através da observação dos hábitos da "espécie" que, o facto de hoje serem pró não inviabiliza o facto de amanhã poderem ser contra... qualquer coisa, claro está...
O importante é envolverem-se no maior número de manifestações possíveis... como quando vamos às bombas atestar o depósito e ganhamos uns pontos para somar aos do cartão, também esta "espécie" deve ter algum sistema de retribuição pela sua envolvência nas mais loucas e descabidas manifestações...
Bem, mas algumas até dá gosto ver... aquelas em que as moças (os moços não me interessam) andam todas nuas, em protesto contra o uso de peles animais em vestuário... até dá vontade de esfolar dois ou três esquilos para fazer um cachecol, só para ver as garinas "actuar"... mais parece que o facto de se envolverem em protestos de toda a espécie é o que os alimenta, mais uma vez, mesmo sendo esses muitas vezes contraditórios (acredito que muitas vezes nem saibam ao certo sobre o que protestam - vêm um amontoado de pessoas e lá vão eles)... há quem beba actimel para alimentar o organismo e há quem entre nestas "raves".
Até os ditos VIPs se envolvem em manifestações e demais protestos, tornando muitas vezes causas medíocres e desprovidas de nexo em causas sociais, com direito a programas em prime time... enfeitam-se todos com pulseirinhas e outros acessórios... e ai daqueles que não o façam, pois arriscam-se a deixar de aparecer nas revistas do social, pois não "abraçam" as ditas causas...
Velhice
Devo dizer que, tendo esta idade, há quem diga que tenho para aí uns 16 anos... e há quem, depois de me conhecer, afirme que a idade mental é ainda menor, mas o que conta são os que já cá moram.
Digo assim (para me louvar) que estou bem conservado, apesar das bocas "foleiras" que dizem é que tenho cara de puto... a essas pessoas eu digo: "Antes cara de puto que cara de p...ta!!!".
E dizem vocês: "Que falta de maturidade, fazer trocadilhos, empregando o uso do calão, como fazem os putos!". Pois... e eu digo-vos: "Ó suas mentes poluídas e decrépitas... o que eu queria dizer era cara de pita!". E porquê? Porque também há quem afirme que, com a barba cortadinha e as sobrancelhas arranjadas (contando que também tivesse um cabelo "vasto"), até que nem seria uma gajita de se deitar fora!!! Devo dizer que, sempre que alguém me diz isto, afasto-me devagarinho e sem virar as costas... nunca se sabe... e sempre que os vejo, faço festas aos animaizinhos que povoam a zona intermédia e cuspo para o chão!!!
Pois é... e a velhice manifesta-se de várias formas... são os joelhos que empenam, as articulações em geral que padecem de falta de lubrificação... a necessidade de comprimidos azuis, para as alergias, etc... ele é uma imensidão de sintomas que nos fazem crer que, quanto mais para a frente, mais para baixo!!!
Mas não é só do corpo (ainda esbelto) que me queixo... também a massa cinzenta precisava de um "upgrade", pois, como já deve ter dado para ver, em muitas coisas considero-me um caturro (e ainda bem - a ver pelas maluqueiras que um pouco por todo o lado se fazem hoje em dia).
Concluindo, desconfio que, quando chegar verdadeiramente aos 29 anos (que a saúde assim me permita), vou precisar de outros comprimidos azuis, que não os das alergias, pois desconfio que também vou precisar dos ditos cujos para o reumatismo...
Outono
Há quem diga que o Outono anda por aí... e a ver pela chuva que tem caído, acho que quem o disse tem razão! De facto, não há fama sem proveito (e quem diz o contrário que abra os olhos)!!!
Para quem não saiba (que tenha andado a hibernar estes anos todos), o Outono vem a seguir ao Verão e antes do Inverno...
Na minha ideia, só existem duas verdadeiras estações: o Verão e o Inverno... a Primavera e o Outono correspondem a "estágios" para nos preparar para o que aí vem... se bem que ultimamente os rapazes que lá em cima regulam o tempo nos têm trocado as voltas... faz sol no Inverno e chove no Verão... se bem que o frio e o calor mantêm-se inalterados...
Eu cá já começo a preparar-me para o que aí vem e já enfiei mais um cobertor na cama... e devo dizer que, mais não tenha para fazer, conto ficar o máximo de tempo possível na horizontal (ainda se dorme nesta posição), pois já começa a saber bem ficar na "sorna"... e à espera que os castanheiros nos dêm as benditas castanhas (é pena não cairem logo assadas e com sal das árvores)...
Um passo à frente, dois atrás
Pois é, dá a impressão que, quanto mais velhos ficamos, mais nos preocupa o facto de não vermos as coisas andar para a frente... eu, por exemplo, devo dizer que a minha pro-actividade anda por aí perdida e não sei onde a arrumei, o que quer dizer que, em alguns aspectos da minha vida, limito-me a queixar-me do desgraçado que sou (e desgraçados dos meus amigos, que lá me vão aturando... ou evitando...).
A vida, é dura!!! Mas às vezes somos nós que não fazemos com que amoleça, pois limitamo-nos a "chorar" pelo que não temos... e vemos os outros a "passar-nos a perna"... engraçado que ainda há pouco um amigo meu me falou de um projecto que está agora a ser implementado por uma empresa e que eu tive ideia semelhante há uns anos e nada fiz (por não saber onde anda a danada da pro-actividade)... e a ver pelo orçamento daquela treta, podia agora fazer a desejada viagem a Bora Bora (entretanto, por agora, o Tibete já era).
Por isso meninos, não façam aqui como o "je"... e se algo querem, não se esqueçam que é impossível ganhar o totoloto sem jogar... e jogando, sempre há uma probabilidade, por mais ínfima que seja, de nos calhar alguma coisa...
Introspecção
Como já referi em outros posts, há certos episódios das nossas vidas que nos marcam mais do que as tatuagens, que como sabem, graças a coisas que alguns chamam de progresso tecnológico, já nos é possível eliminar sem que fiquem marcas permanentes.
Todos nós, inevitavelmente, passamos por situações menos agradáveis, quer se tenha nascido em berço de ouro ou, como eu e muitos outros, na maternidade. De facto, se podemos em muitas situações prolongar um sorriso por nos acontecer uma coisa boa, também prolongamos, talvez em demasia, uma cara triste, porque (adivinhem), nos acontecem coisas más.
Assim, para estes casos, por vezes passamos a viver nessa tristeza e passamos a rejeitar qualquer oportunidade de (novamente), soltarmos um sorriso. Inevitavelmente, se há algo que nos fere, num instinto primário, tentamos nos proteger, de modo a não passarmos novamente pelo mesmo. Isso leva-nos a dar asas a um pensamento pessimista, que sobrevaloriza os pontos negativos das situações, adquiridos e constatados em experiências anteriores (os intitulados de contras), de modo a não nos envolvermos uma segunda vez numa situação (hipoteticamente) para nós prejudicial.
Se ao irmos pelo passeio, no meio de prédios, levamos com um balde de água em cima, na melhor das hipóteses, se inevitavelmente temos que passar novamente por esse caminho, vamos ter a atenção redobrada e, ao mínimo sinal de perigo, pegamos na pistola de água e antecipamos o ataque. Mas também há os que até gostam de levar com os baldes de água e não têm a percepção que, se calhar, esse ritual pode dar origem a uma valente constipação.
Claro está que, ao referir-me a estes comportamentos, refiro-me mais especificamente ao nosso relacionamento com os outros, sejam eles de amizade ou algo mais. Aí sim, se algo nos acontece, passamos sempre a andar com a pistola de água no bolso. Nestes casos também, se alguém nos provoca a tal de tristeza, fazemos, como disse, os possíveis para “bloquear” no nosso pensamento a possibilidade de, novamente passarmos pelo mesmo. Se perdemos um amigo porque ele (pela negativa) nos surpreende (rouba-nos aquele autógrafo especial do elenco dos morangos com açúcar e vai vendê-lo na internet), é mais que certo que vamos ter a atenção redobrada e impedimos mesmo, em muitos casos, a entrada de um novo amigo, com medo de sermos novamente surpreendidos (pois é, já tenho outro autógrafo e não mostro a ninguém). Por arrasto, é certo que o nosso número de amigos vai diminuindo, já que os que temos lá nos vão surpreendendo e não permitimos ser surpreendidos pelos (hipotéticos) novos.
No que concerne a namoros, casamentos e por aí fora, a coisa piora e de que maneira. Ele há os que inclusivamente preferem ir para o Tibete, a fim de evitarem novamente o espanto de constatar que, afinal, quem está connosco não é a princesa (ou príncipe), mas sim a bruxa (ou Sócrates – esse malandro). Pois é... depois andamos anos e anos, até que descobrimos que afinal, o Tibete é longe p’ra caraças, ou seja, que se calhar, até é bom sermos surpreendidos já que, por vezes, a surpresa é boa e espoleta em nós o tal de sorriso… ou então, no pior cenário, temos o tal processo de aprendizagem, que há quem diga que é bom (eu continuo a dizer que nos faz é perder tempo - e esse, é o meu maior medo)… afinal, se passarmos novamente entre os prédios, podemos levar antes com um balde cheio de notas (ia dizer moedas, mas isso podia doer muito – de qualquer modo, até podem no meio haver algumas falsificadas, mas a quantidade de boas que apanhamos compensa). Isso não quer dizer que a seguir o balde não possa estar cheio de mij…, digo, xixi, mas o que é certo é que também perdemos a oportunidade de levar com as notas (ou moedas, para quem tenha a cabeça dura).
Pois é amigos… andei eu 3 anos e tal para me aperceber disso (andei em convalescença, mas parece que o prognóstico é optimista – pelo menos já tive a destreza de sair dos cuidados intensivos), sempre com o chapéu-de-chuva aberto entre os prédios, até que levei com uma moeda em cheio na tola… e agora, só espero que o inchaço dure muito a passar!!!
Isso leva-me a concluir que, todos nós, mais tarde ou mais cedo, acabamos por levar com uma moeda na caixa craniana… e que se calhar é estupidez andarmos dias, meses, anos a adiar esse acontecimento… muitas vezes a moeda deixa uma ferida aberta, mas temos que pensar que há mais sítios onde acertar... mesmo que entretanto lá venham uns baldes cheios de líquido processado pelos rins, parece-me agora que mais vale isso do que andar com uma túnica a tocar o tal de sino lá para o Tibete, nem que seja por parecer um ritual um pouco abichanado. Assim, entre aprendizagens, pelo menos temos a oportunidade de momentaneamente sermos felizes e de fazer felizes os outros (mostrando os nossos autógrafos).
Life will go on until the end
Isto fez-me lembrar certos horóscopos, do género: "Hoje você poderá se sentir triste, mas porém, haverá momentos de alegria"... e: "Os seus números da sorte para o totoloto são: de 1 a 49; escolha 6!".
Pois é, mas verdade verdadinha é que o tipo até disse uma coisa que nós muitas vezes ignoramos... e que, por esse facto, tomamos atitudes que, a bem da verdade, só vão encurtar o tempo até ao tal de "final"... ou seja, se calhar os horóscopos até estão correctos, pois se eu realmente escolher 6 dos 49 números, posso ter sorte... porém, se não fizer nada, não me posso queixar do meu azar...
A vida continuará até ao final... e até lá, cá se vai andando, com a cabeça entre as orelhas...
Ontem, Hoje e Amanhã
Cá o je tem a mania de pensar demais... penso tanto, que invento alternativas... imagine-se um caminho, em que temos a perfeita noção que a única possibilidade é em frente, mas aqui o "mestre" põe-se a imaginar no que aconteceria se houvesse uma "cortada" à direita... e mais, se for preciso já nem avanço, pois poderia existir a tal hipotética "cortada" e... e... e...
Além disso ponho-me a pensar que, se calhar, já estive numa recta assim.... e que o resultado da caminhada não foi frutífera... por isso... é melhor não "dar corda aos sapatos"...
Pois é... mas esqueço-me que, da mesma forma que penso no negativo, poderia antes pensar que, no final da caminhada, aguarda-me um belissimo prémio (nem que fossem umas sapatilhas novas), valendo assim o esforço da caminhada...
Um amigo meu, no outro dia, dizia-me (por outras palavras), aquilo que muitos de nós já ouviram em algum momento da vida: "Há que viver o HOJE, sem medo do AMANHÃ e sem pensar no ONTEM"... e isso, digo-vos, é algo que alguns conseguem, outros ambicionam e outros ainda, aprendem... e como eu acho que nunca somos velhos para aprender coisas novas...
Conclusão... pensar é bom: exercita os miolos... mas o facto dos mesmos andarem hiper-musculados, não pode ser impeditivo de avançarmos por um caminho sem "cortadas"... claro está que, as palavras têm o seu valor, mas o que vale são os actos... e se calhar, depois de caminharmos um bocado, até aparece a tal "cortada", mas que até se pode revelar ser um "atalho"...
Simon
Porém, há músicas que, não associando a nada nem a ninguém, marcam a orientação daquilo que por vezes caracteriza a nossa linha de pensamento, reflectindo na grande maioria dos casos, aquilo que mais nos perturba.
Há uns anos atrás dei com a discografia de um grupo chamado "Lifehouse" (5 estrelas, a meu ver) e uma música em especial despertou a minha atenção. A música intitula-se "Simon" e é dedicada a um amigo do vocalista da banda, que cometeu suicídio (não pensem por lá que eu andava nessa "onda" - até porque para quem quer ter bisnetos na faculdade e pagar-lhes a carta de condução...), mas se atentarem na letra, vêm (ou ouvem) que a mesma é "poderosa"... devo dizer que considero o vocalista, também produtor das letras, um génio!!!
Aconselho a todos a ouvirem a música e a reflectirem no significado da letra... e mesmo não extremando o pensamento para o suicídio, poderão aperceber-se que, muitas vezes, encontramo-nos na mesma situação que o amigo do vocalista da banda: "...perdemo-nos na nossa tentativa de encontrar, outra coisa qualquer, onde nos possamos esconder..." (mais ou menos isto).
Este post sai um pouco da linha de pura psicose e profunda irritação (despoletada no senhor leitor) dos outros... mas paciência... por vezes é necessário dar uma conotação um pouco mais séria à "coisa" (até pode ser que com isso consiga o meu terceiro comment).
P.S. neste momento, ando na onda de "Nelly Furtado - Say It Right"... tem uns "ritmos" porreiros :P
Tibete, here I go
A respeito de locais e culturas, espalhadas por esse Mundo fora, gostava de visitar uma série de coisas... e tenho consciência que, na maior parte dos casos, a altura em que vou estar mais perto de alguns desses locais, será em frente à televisão... a ver o Discovery, Travel, History, Odisseia... e por aí fora... enfim!!!
Um dos sítios que gostava assim de visitar é o Tibete... tanto pelo local em si como pela cultura. Mas a respeito deste local especificamente, há uma série de acontecimentos que precipitam no meu cérebro a memória de que esse local existe.
De facto, sempre que inevitavelmente aparecem aquelas contrariedades ou revés na nossa vida, no meu caso, penso no Tibete... e quão bom seria ficar encarregue de tocar o sino num dos mosteiros... esse acto simples que, pelas suas características, não nos obriga a tentar compreender ou a elaborar fórmulas complexas, já que o intuito, simples, directo e objectivo, é de... tocar o sino!!!
Não precisamos de saber que os Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus, que e=mc2, que o Sócrates foi adoptado por porquinhos da Índia... e teremos sempre em mente, como dado adquirido, que o sino não vai trair a nossa confiança, não vai dar o dito por não dito, não vai comentar nada com ninguém, não vai chamar os fiscais por causa dos mp3, nem prolongar os nossos anos ao serviço da força laboral (Robin Hood, fazes cá falta)... limita-se a, ao sinal de uma provocação nossa, ecoar por aquelas montanhas fora, onde para muitos fica o topo do Mundo, umas sonoras badaladas, dadas com o devido entusiasmo...
Entretanto, um amigo meu, sempre atento, corrigiu-me... e disse que seria melhor rodar aqueles pedaços de madeira, com dizeres "exóticos", típicos da cultura budista... mas acho que prefiro o sino... faz mais barulho!!!
Quem me conhece, sabe o quanto eu posso ser chato, para não dizer incomodativo, quanto às contrariedades da minha vida... desconfio que qualquer dia alguém me oferece o bilhete... mas só de ida! A essa pessoa, desde já, o meu obrigado...
sai do sol que te queimas...
Isto para dizer, por outras palavras, que neste momento pareço um daqueles ingleses que vêm apanhar o sol de Portugal e que, acrescentando um molhinho de cerveja, assemelhar-se-iam a uns caramões grelhados...
Pois é... apesar de todas as advertências que (hummm) advertem o "povinho ignorante" para os perigos da exposição prolongada ao astro rei, eis que este ignorante decidiu banhar-se em raios UV à força toda... pois é, tenho orgulho em ser ignorante(por outras palavras, a máquina não rende mais que isto...), mas agora sinto na pele (literalmente) as consequências dessa minha característica... estou aqui, que nem posso (mais uma da sabedoria popular)...
Passo a explicar: no outro dia, aqui o rapaz resolveu ir passar um bocado de tempo na praia... e eis que era de dia e fazia sol... e mais ainda, estava "potente"... para ajudar à festa, o menino não tinha protector solar... mas como isso é para os "fracos", aqui vai disto... devo dizer que fiquei mais bem passado de frente do que de costas, mas os ombros, para compensar, estão da cor da salada de tomate que agora estou a comer...
Conclusão... se, para compensar a minha falta de inteligência, tivesse utilizado neste corpo escultural a tal pomada milagrosa (e gordurosa... e peganhenta), aparentemente, teria evitado agora o riso descontrolado das pessoas com quem me cruzo...
Mensagens subliminares...
Pessoal (maiores de 18 anos), já alguma vez vos aconteceu alguém vos dirigir a palavra (pressupõe-se neste caso, do sexo oposto), tipo "és um(a) parvo(a), palerma, bruto(a), estúpido(a), anormal...", que, interpretando à letra quer dizer: "és um(a) parvo(a), palerma, bruto(a), estúpido(a), anormal...", mas que, muitas vezes quer dizer: "Estou à espera que me saltes em cima"??? Alguém já descobriu algum aparelho que dê para interpretar se a outra pessoa nos está a mandar pastar ou se, por outro lado, ali há uma mensagem subliminar que indica exactamente o contrário, ou seja, que a(o) vaca (boi) está ali mesmo? (esta foi forte... mas pronto... era para combinar com o pastar).
Por outras palavras, o que eu quero aqui demonstrar (e corrijam-me se estiver enganado) é que é complicado a gente saber o que fazer numa situação destas... já que muitas vezes dizemos o oposto daquilo que queremos... e isto não se aplica só a mensagens de cariz sexual, como é óbvio... mas como efeito ilustrativo, resulta na perfeição...
E isto a propósito de quê? Bem... um amigo meu recentemente teve uma experiência destas (afortunado)... e o que ele fez (já que não sabia qual das duas possibilidades seria), foi deixar amansar a "fera" e depois tudo se revelou... culminando sei lá em quê, mas imagino que, não havendo marcas visíveis de violência, a coisa tenha ido para a opção 2.
Mas o oposto deste exemplo também acontece (e falo agora no feminino), ou seja, mensagens do tipo: "ai ai... estou que nem posso... és bom dos pés às pernas e do umbigo ao pescoço... vem cá que está em saldo...", que depois na hora da verdade culmina em: "mas que é isto ein? Paff Paff" (a triste história da minha vida)... A este género de pessoas eu dou o nome de "teasers"... não é gente que eu aprecie muito... já me ocorreu uma vez pagar com a mesma moeda, mas o resultado que obtive foi uma estrondosa gargalhada... vá-se lá saber porquê...
Pois é caros amigos, maiores de 18 anos, é preferível ser frontal e não brincar com os sentimentos dos outros, já que as outras pessoas não são obrigadas a estar equipadas com um descodificador de mensagens subliminares, que originaria à partida que nos mandassem pastar (mais um vez), ou que soubessem que "the coast is clear"... se é arroz que queremos, não vamos pedir batatas... e nisso, diga-se de passagem, as mulheres são peritas...
P.S. já que vocês, menores de 18 anos, leram o post todo, faz favor de pedirem aos paizinhos para vos darem duas palmadas... eles não precisam de saber porquê... e concerteza que vontade não lhes falta para o fazerem...
Os papás a avaliar os Senhores Professores, parte III
Antes de mais, obrigado pelas cervejas que trouxeste no outro dia para a festa. O meu filho disse-me que levaste as que sobraram para a tua aula. Ainda bem, senão depois passava o prazo e já não se podiam beber (só se fosse para regar os camarões tigre que a gente vai grelhar aqui no Domingo, conforme combinámos - espero que não falhes).
Era só para te dizer que já sabes que vou-te dar o cinco, senão já sei que ficas chateado e nunca mais cá apareces com a família. Por falar nisso, a minha mulher pergunta se não podias vir cá para a semana dar o jeito (ela disse que tu sabias o que é). Desculpa não poder estar cá para te ajudar seja lá no que for, mas vou passar uns dias com a malta da Associação em Mirandela (aquilo é que vai ser comer postas).
A gente vê-se então no Domingo.
Abraço,
João Mota
P.S.: se ainda sobraram cervejas, não te esqueças de as trazer...
Os papás a avaliar os Senhores Professores, parte II
Exmo. Senhor Professor da Disciplina de Educação Física,
Eu, Álvaro Soares de Bragança Maisquebom, venho por este meio informá-lo que o vou avaliar com o nível 1 no final deste ano escolar, já que o senhor por diversas vezes dirigiu-se ao meu filho como "tu aí", quando ele, na alta sociedade (da qual ele provém), os ilustres referem-se ao petiz pelo nome de família, ou seja, "Maisquebom Jr".
Por isso, não admito que um plebeu como o senhor o interpole com essa expressão vulgar, símbolo da ordinarice popular.
Aproveito também para lhe dizer que, espero não o ver nesta escola para o ano, pelo que já falei com o Presidente do Conselho Executivo, que, à semelhança do que fez com a professora de Geografia (que teve o desplante de dizer ao meu filho que ele deveria pedir autorização para entrar na sala de aula fora de horas - a Nobreza não pede autorização a ninguém; era sim obrigação dessa senhora, pedir desculpa ao meu filho por ter iniciado a aula sem a sua presença), trate assim de dar seguimento aos processos necessários para o efeito (expulsão), conforme a legislação em vigor, instituída pela minha vizinha, a digníssima Ministra da Educação.
Cordiais Saudações,
Álvaro Soares de Bragança Maisquebom
Os papás a avaliar os Senhores Professores
Escelentissimo senhore prufessore de purtugês do alunu Jasmim Carraceiro, meu filhu:
Venhu pur este meio agradecer desde já as folores que inviou para a minha espoza, Maria Coceira, mas, infelisminto vou ter que lhe dare um 2 nu final du periudo, purque o meu filhu diçe que você não çabe escreverr em purtugês curretamente e ainda pur çima xamou-u de burro a ele. Ora, ele burro não é... na pior das ipótezes é só meiu, pela parte da mãe dele.
Ora, eu sei que o meu filhu sabe escrever bein em purtugês purque fui eu ke lho encinei, logo, escreve beín cumo o pai, comu pode vere pur esta cárta.
Esperu que pur iço não deixe de enviare mais folores, purque a minha Maria gustou muito!!!
Acinado,
Manuel Carraceiro
A qualidade de uma boa aldrabice...
As pessoas, quanto ao grau de embustice, a meu ver, classificam-se da seguinte forma: ele há os aldrabões ocasionais ("Não posso ir porque tenho uma festa do outro lado do planeta"); os intrujeiros sistemáticos ("Eu andei num carro que anda a 200Km/hora e gasta um litro aos 100km/h"); os aldrabões inconscientes (suj. A: "Ontem, quando fui ter com eles ao pub..." - suj. B: "... mas tinhas dito que não saías porque tinhas os teus sobrinhos em casa!?"); os simples impostores ("Este carro está como novo e só teve um dono... isso no registo de propriedade parece um 7 mas é um 1..."); e por aí fora...
Devo dizer que, pessoalmente, detesto pessoas mentirosas e de ser "apanhado" no meio de uma mentira... seja ela de que tipo for... mas o problema é que a maior parte das vezes, nem nos apercebemos de que nos acabaram de "mandar à m*rda" e que, consequentemente, estamos desejosos de iniciar a viagem...
Claro que, dependendo do "grau de embuste", há mentiras menos prejudiciais e outras que são um autêntico ataque à nossa boa vontade... essas é que são verdadeiramente preocupantes, se bem que as outras, se sistemáticas, também se tornam um mau vício... pois se é certo de que todos nós temos um(a) mentiroso(a) cá dentro, também não é menos verdade que uns o(a) alimentam mais que outros(as)...
O problema muitas vezes consiste na parca percepção, por parte do aldrabão, dos danos que provoca ao abrir a boca... um exemplo ilustrativo: O João quer sair com a Joana (tinha que ser coisas do coração) e para o efeito, entra em contacto com a menina... a menina, por sua vez, diz ao Joãozinho, que não pode sair, pois tem que lavar o chão da entrada... mas eis que o menino, em vez de um zig faz um zag... e vê a menina com outros meninos a beber imperiais e a fumar maconha... derivado a isso, o João pensa assim que não vale mais a pena viver neste Mundo de intrujões e atira-se para baixo de uma 4L que por ali passava, de matrícula TF-01-02...
(In)Fiél ou Infiél?
E dessas 9 vezes todas (muitas, tendo em conta a qualidade do programa), em algumas, além de reparar no desfile de roupa interior (feminina... cada um vê o que lhe interessa) e nos atributos das ditas actrizes, que em tão notório programa apresentam-se como "sedutoras", também reparei que nas 28 vezes que vi o programa, nem uma única vez aquilo deu certo, ou seja, o gajo ou a gaja não traiu o(a) respectivo(a)... viveram felizes para sempre... e pronto... "end of story".
De facto, dessas 42 vezes, um acontecimento foi constante: alguém saiu de lá com uns valentes pinheiros pendurados na testa...
E isto fez-me pensar um bocadinho: Ignorando o facto de aqueles acontecimentos serem todos "staged", será que há tanta gente assim que gosta de andar a fazer "test drive's"?... será que, de todas as 60 vezes que vi o programa, não poderia ter havido pelo menos uma não traição e a coisa ter terminado bem, aos beijinhos e aos abraços? Mas pensando bem, se assim tivesse acontecido, não haveria a oportunidade de "voyar"o escasso tecido que tapa os argumentos das senhoras... o que era fustrante, depois de termos que estar a aturar tanto tempo aquela "coisa" brasileira, mais o seu "pau"...
Mas isso preocupa-me... deveras... será que aquela "soap opera" reflecte mesmo a realidade do nosso povinho? Seremos todos uma cambada de nómadas, no que diz respeito ao "sítio" onde deixamos as nossas coisas e "habitamos"? Será possível que, tendo em conta as 77 vezes que vi o programa, se isso representar uma amostragem dos relacionamentos no nosso país, considerando um "desvio" de 10% (panascas e fufas), somos todos uma cambada de traidores?
Uma coisa é certa... mulheres, desculpem a minha veia machista... mas parece que vocês conseguiram ultrapassar-nos largamente... o raio da emancipação está a ser como o 25 de Abril: foi útil no início, mas como foi tudo feito de uma forma atabalhoada, não há cravos que agora consigam "entupir" as armas empunhadas... e como alguém disse: "Como se pode confiar num bicho que sangra durante dias e não morre?"
Bem... lá se vai a minha "audiência" feminina... mas pronto... é bom que alguém invente um dispositivo qualquer, que nos permita ver se alguém "invadiu" a nossa "casa"...
Envia isto para 3000 pessoas, senão, quando fores na rua, vais pisar um monte de m*rda...
Bem, por esta altura, começo a acreditar que a minha pouca sorte se deve a não reencaminhar a grande maioria desses e-mails... mas pelo menos, por aqueles que reencaminhei, já deveria estar rico e a ser idolatrado por todos... ahhh, isto para não referir as imensas coisas boas que deveriam ter acontecido, tais como, ser rico e idolatrado por todos (já para não falar nas resmas de gajas a meus pés)!!! Bem, mas se tivesse à espera disso, também já tinha perdido partes importantes da minha anatomia, entre outras coisas, à custa daqueles que não reencaminhei...
Outra coisa... pedem-me para enviar para 30 pessoas, senão (cai o Carmo e a Trindade)... ora bem... vamos supor que eu não conhecia 30 pessoas (por acaso conheço 37): estava lixado, isto para não dizer [ ][ ]dido (sim, porque já recebi um em que, caso não enviasse para umas tantas pessoas, felizmente menos de 30, um gajo de 2m chamado Luisão, ia fazer comigo coisas parecidas com o que acontece naquela canção dos Fúria do Açúcar, em que entra um cume... sem a parte dos salpicos e das abelhas - claro está que enviei logo para as tais 37 pessoas que conheço, mas não sei se o Luisão deu com a casa dos meus amigos)!!!!
A pessoa que me enviou o e-mail em causa, merece toda a minha consideração, mas, honestamente, não gosto de receber este tipo de mensagens, pois preocupa-me o facto de, por acumulação, não poder viver o suficiente para ver os meus bisnetos acabarem a faculdade (com saúde), já que sou ameaçado com um número infindável de azares, que inclusivamente, me têm impedido de conhecer a mulher dos meus filhos, que por sua vez teriam filhos deles, que por sua vez teriam mais cachopos (3 cada um)... e daí até à faculdade é um instante!!!
Por isso, pessoal, não me enviem mais e-mails desses (ou removam essa parte das "ameaças"), ou então enviem algo do género: "...envia para uma pessoa e serás feliz para sempre"... aí, faço questão de enviar para quem tenha enviado para mim...
Hoje em dia, qualquer gajo comenta qualquer coisa...
O tema corresponde ao título deste post... e a propósito de quê, é que eu escolhi este tema? Bem, estava aqui agora a ver o jornal da noite (sim, não pensem por lá que é só Wrestlemania...) e, eis que, quando terminou, apareceu um tal de Vitorino a tecer uns comentários, deixa cá ver, sobre política, selecção nacional (a de futebol e não de enólogos - aqueles gajos que provam o vinho), o tempo, o vestido da apresentadora... e só faltou lançar a receita do pudim de ovos de avestruz (deve ser para a semana)...
Portanto, agora passo a bola para o vosso lado, para todos os leitores do meu blog (sim, vocês os dois!)... e digam lá de vossa justiça... em que Universidade se tira a licenciatura de opinador... e que ramos de especialização existem, além do geral (é como os médicos... há os de medicina geral e existem os outros, que não tendo capacidade para aquilo tudo, especializam-se apenas numa coisa...)
Pessoal (vocês os dois outra vez), dêm lá o vosso contributo, que é para não ser eu sozinho o parvinho...
As aventuras de pharapuso - as viagens (parte III)
A sinistra viagem começa em Lisboa... estava um tempo assim assim (que é como quem diz, não me lembro), o vento soprava para algum lado e fazia frio, mas nem por isso... inicia-se o embarque no machi... autocarro; os passageiros entram ordeiramente, sentando-se nos respectivos lugares... e eis que um jovem casal se depara com uma situação peculiar: ele tem que se sentar numa fila e ela, na fila logo atrás... e mais... ela leva com um ele ao lado (eu) e ele leva com uma ela (uma gaja boa - melhor sorte que eu)... ou seja, traduzindo isto por miúdos, éramos quatro (duhhh - humor para bêbados, já que só eles é que se riem destas piadas... vá-se lá saber porquê).
Agora, não sei se foi por causa da proximidade da gaja boa, ou pelo repúdio de ir sentada ao meu lado, mas o que é certo é que a menina, namorada do menino da frente, ía sempre encostada ao banco dele a fazer-lhe festinhas e tal... bem, eu a certa altura até pensei: "Pedro, vê lá tu, que esta menina que aqui vai ao lado, vai encostada ao banco da frente, onde está o namorado... e vai a fazer-lhe festinhas... e tal!!!". Depois também pensei: "Pedro, já deste conta que a gaja que vai à tua frente é toda boa?". Logo a seguir matutei: "Pedro, será que em Viseu o tempo também está assim assim, porque não me lembro?".
Depois de mais de 30 minutos de divagações parvas, finalmente pensei: "Pedro, será que a menina está com medo que o seu menino fuja para algum lado... e por isso é que está assim a meter-lhe a mão em cima?". Mas depois pensei: "Pedro... mas para onde (raios) é que ele vai fugir dentro de um autocarro?". Por isso, meti essa hipótese de lado... mas logo a seguir lembrei-me: "Pedro, será que a menina está a ter este comportamento porque ele é daqueles doentes que se esquecem de quem são... e por isso ela lá lhe vai metendo a mão em cima, para quando ele tiver uma crise dessas, ela poder dizer que é namorada, porque lhe vai a fazer festinhas (e tal)... e que foi a mesma estratégia utilizada para o roubar à melhor amiga? (e para não pensar que é a gaja boa que está ao lado)". Mas não... algo me diz que não era isso... mas o facto de ter acrescentado aqui a varíavel da gaja boa, fez-me cogitar (pensar - fui ver sinónimos de pensar, para não me tornar repetitivo): "Pedro, meu gajo bom comó destino dos que ganham o totoloto, será que ela lhe vai a meter a mão para o gajo não se por com ideias malucas para com a gaja boa que vai ao seu lado? (pode ser que ele seja como eu... e pense logo nos brinquedos)"... bem, não sei... o que sei é que o gajo às páginas tantas já estava a ficar farto das festinhas, pois tombava a cabeça para o lado, como se quisesse dormir... e lá estava a chata atrás com as festinhas ao pobre coitado. Mas depois reparei: "Pedro, meu grande maluco e tarado, já viste que ele tomba sempre a cabeça para o lado onde está a gaja boa?"... e aí fez-se luz: a minha última teoria estava certa!!!! Durante uns minutos fui feliz da vida (apesar de não poder ser eu a estar ao lado da gaja boa), já que tinha descoberto o motivo de tal adoração e manifestação de (incomodativo) carinho...
Mas, passados esses momentos de estúpida euforia, caí em mim e pensei (não gostei dos outros sinónimos que vi): "Pedro, minha optimista bomba sexual, a razão pelo qual a menina vai a fazer festas ao menino (ao de cima), é porque, os dois meninos namoram... e a menina, gosta dele... daí, apesar de ele não achar piada nenhuma, pois ao lado tem uma gaja toda boa, ela tem estes carinhos para com o menino (continua a ser o de cima), demonstrando assim todo o seu afecto para com ele (menino... de cima)!!!"...
O bom do meu patrão (parte II) - nesta fase já não é assim tão bom...
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Basicamente, a justificação por ter tido tantos "superiores", bem... não sei... mas desconfio... sei que entretanto, como os verdadeiros "patrões" não percebiam nada de informática, de uns superiores para os outros, faziam-se muitas vezes investimentos (avultados) exactamente nas mesmas coisas que os outros fizeram (tipo como na política - só que como o texto leva mais florzinhas, aquilo lá vai pegando) e não traziam nada de novo (a não ser eu, claro). Ou seja, em tanto tempo, andou-se ali a enrolar e a lamber "traseiros" (eu não, claro)... mas a justificação por eu ter "ardido" num instante é porque não tinha "peso político" (claro) e entretanto havia-os lá bem mais pesados (literalmente, claro)... e parece-me, dois anos depois de ter abandonado o "posto" que a fábrica ainda labora da mesma forma... claro...
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Para uma coisa é bom termos patrões desta raça... é que depois quando "adquirimos" outro, já nada nos espanta... podem babar-se com idiotices que a gente já nem liga... mas o que é certo é que eles lá vão andando lampeiros e a gente, nem por isso...
Contava-me uma amiga minha no outro dia, uma história engraçada sobre a patroa dela e a respeito de um grandessissimo pontapé (de biqueira) que a dita cuja mandou na lei... a minha caríssima amiga estava (com a maior das razões do mundo) frustrada até aos joanetes... o meu conselho para ela foi, com toda a minha sabedoria, que ela fizesse uma (pequena) lista onde colocasse todos os nomes que lhe apetecia chamar à songamonga da chefe... assim, de cada vez que os seus olhares se cruzarem, ela vai lembrar-se de um desses adjectivos (de p*ta para cima) e vai ter motivos para sorrir...
NO YET FINISHED... SO, TO BE CONTINUED
O bom do meu patrão
Como muitos de vocês já sabem, a minha aventura do momento, a nível de "levar dinheiro para casa" (se bem que o pilim que ganho nem dá para ir com assiduidade ao Bairro Alto - a bem da verdade, ainda nem lá fui), é a de dar aulas no ensino público (3º ciclo e secundário). Ou seja, trabalho para o nosso bondoso Estado. Claro que muitos de vocês já me devem estar a insultar até à terceira geração (mais um chulo... vai mais é trabalhar... e coisas do género), mas o que é certo é que faço o melhor que posso, o melhor que sei e o melhor... que me deixam, já que o bom do meu patrão é soberano e se me mandar cantar o hino no início de todas as aulas, lá terei eu que andar a tomar chá com mel para afinar a voz (mesmo que a minha voz se assemelhe muito à daquele grande senhor da música portuguesa, Zé Cabra - se bem que eu é mais "...brão"). E só quero aqui deixar bem explícito, que antes de ingressar nesta aventura, tive envolvido em outra, que implicou sobreviver quase oito anos numa empresa privada (ahhh pois é... conheço os dois mundos). Ou seja, se eu era um dos maiores críticos destes "gajos" (e gajas) que andam para aqui a assustar os putos, agora... mudei de opinião!!! Não quer isto dizer que a classe funcione bem, ou que sejam santos (vê-se por cá muita m*rda - de facto, há professores que os têm bem coçados - no feminino, bem, imaginem... - mas isso é assim em todo o lado; há os bons e os maus).
O que é certo é que realmente não é fácil aturar a juventude destes dias; aturar estes gajitos que crescem a comer macdonalds e... a comerem-se uns aos outros. E o que é certo também é que isto dá cabo da cabeça a um gajo... queima os poucos neurónios que, nesta idade, me dignifica dizer que ainda tenho. Portanto, amigos, desenganem-se os que pensam que isto é só rosas... e se têm dúvidas, experimentem (mas deixo-vos um conselho... experimentem depois de esta Ministra ser internada no Hospital Júlio de Matos, hospital para malucos... se ainda têm dúvidas, foi essa senhora que disse: "Admito que perdi os professores, mas ganhei na opinião pública" - o que é bom, já que o que se faz é para agradar às massas e não no sentido de ser o mais correcto de se fazer!!! - imagino que isto para ela deva ser um pouco como aquele jogo em que matar civis dá pontos... e o "score" é que interessa). Não me alongo mais com "justificações", aliás, deixo isso para outro post, já que este é para falar dos patrões em geral (e não especificamente nessa "senhora").
Nos meus anos de assalariado numa instituição privada, apercebi-me que (como que se dúvidas houvesse), de facto, o patrão é que sabe... e sabe tanto, que frequentemente interpreta as leis à sua maneira, ou seja, para ele, a legislação é como a Bíblia: cada um interpreta como quer e toda a gente tem razão!!! E como hoje em dia os fiéis seguidores não protestam, com medo de terem que procurar outra religião, o bom do patrão é um Deus incontestado, apesar de os seguidores às escondidas cometerem uns pecados (organizam-se em protestos e idoletram vacas sagradas), na hora da verdade, têm medo que a sua mão divina os fustigue (pelo menos a grande maioria).
No tal sítio onde trabalhei era frequente observar "pontapés na lei". E devo dizer que nenhuma favorecia de forma clara o fiél seguidor, muito pelo contrário.
TO BE CONTINUED...
As aventuras de pharapuso - as viagens (parte II)
Para quem não percebeu, vide:
"As aventuras de pharapuso - as viagens"
Lisboa até tem a sua graça
Pois é amigos... nem parece meu dizer isto, mas realmente, Lisboa até tem a sua graça. Pena, que seja só à noite e do outro lado da ponte (ora digam lá que a foto não está bonita)!Esta foto foi tirada da Pousada da Juventude de Almada e de facto, a vista para a outra margem é magnífica (ao longe não se vislumbra o vandalismo, a ladroagem e, entre muitas outras coisas, a animosidade da maioria das pessoas)... claro que o ser de noite também ajuda... assim, um fotógrafo profissional e altamente reconhecido como eu, consegue captar um postal como este!!!
Mas fora "as bistas", Lisboa, para mim, não tem muito mais que se aproveite, a não ser, como muitos dos meus conterrâneos dizem, a placa que diz "A1 Norte".
Bem, mas enquanto aqui tiver que andar, vou-me entretendo a captar mais postais... assim, quando for embora de vez (como espero), sempre posso olhar para as fotos (recordar é viver) e chorar de desespero!!!
As aventuras de pharapuso - as viagens
Isto a propósito de quê? A propósito de quem nos calha na "rifa" e que, por umas breves horas se senta ao nosso lado, muitas vezes contra a vontade (não se aplica ao meu caso, já que até senhoras de idade querem a minha companhia), nestas viagens, infelizmente necessárias.
Já tive a sorte de algumas vezes calhar ao lado de umas raparigas ditas "boascomómilho"... e nem é preciso dizer o que nos passa pela cabeça nessas alturas (chicotes e outros brinquedos), mas o bom senso impele-nos a encolhermo-nos todos, para não dar a sensação que nos estamos a atirar à menina (uma rapariga contava-me que um moço, numa dessas viagens, passou a mão na perna da amiga... porventura, digo eu, para saber se ela utilizava daqueles produtos novos que eliminam todo e qualquer vestígio de pelagem por uns tempos - mas claro que foi logo mal interpretado... coitado) ... mas, a maior parte das vezes, não tenho sorte nenhuma (vá-se lá saber porquê - se voltássemos às probabilidades... e vendo o "gado" que habitualmente povoa os autocarros, calhar com uma "gaja boa" é como ganhar um três no totoloto - então, o tal de amor à primeira vista, corresponderá a um seis - e eu nunca tive mais do que um três no totoloto). Isso não quer dizer que as viagens sejam desinteressantes por causa disso... apenas menos coloridas (há-de haver muita gente que, ao ler isto deve pensar: "este gajo é um depravado", mas quem me conhece sabe que não... se bem que fica no ar aquela pergunta: "Mas afinal, quem é que este gajo conhece?")!
Há uns tempos, por exemplo, vinha ao meu lado um funcionário judicial, também ele do Norte e a ver-se obrigado a prestar serviço no Texas (para quem ainda não tenha reparado em comentários anteriores, Texas=Lisboa). Se bem que no final da viagem eu só desejava que aparecesse um dos protagonistas dos Man In Black para me apagar a memória das últimas horas, o que é certo é que deu para ver que até a justiça é injusta... lá dentro também há m*rda (desculpem-me o termo, mas como podem ver, tive o cuidado de meter o correspondente à bolinha no canto superior direito do televisor no palavrão, ou seja, em vez de escrever merda, escrevi m*rda)...
Mas já tive uma viagem deveras interessante (e só espero que a pessoa que vou referir não venha aqui ler isto) em que, inclusivamente, a senhora (não vou explicar o porquê da senhora) já queria ir morar comigo lá (no tal de Texas)... mentes poluídas, despoluam-se, pois não é nada do que estão para aí a pensar (até porque sofro do síndroma da pouca sorte)... a "senhora" queria partilhar o "meu" apartamento, por razões, claro está, económicas (sim... não pensem vocês por lá que isto de estar fora da terrinha é divertido... a não ser para os que vão tirar aqueles cursos de "como dar cabo do fígado em 5 anos" - e sim... gasta-se dinheiro com os bens de primeira necessidade, tais como: casa, comida, transportes, bares de strip, etc). Bem, o que é certo é que nesse momento apercebi-me que, se calhar, fui congelado e descongelaram-me passados uns séculos, em que morarem duas pessoas de sexo oposto no mesmo apartamento, a partilhar talheres e papel higiénico (e... outras coisas - no caso do papel higiénico, é o rolo que se partilha, não as folhas - nesse caso não há frente e verso) não tem mal nenhum... claro que há casos e casos, existem excepções... mas imagine o caro leitor (por uns momentos, sinto-me um daqueles cronistas das revistas e jornais... "leitores") que o seu(sua) namorado(a) lhe diz assim: "Amoreee, olha lá... importas-te que eu vá morar lá onde eu estou com um(a) gajo(a) que conheci ontem? Não tem mal nenhum, ele(a) parece-me uma pessoa impecável... e até poupo nas despesas..." e por aí fora. Das duas uma, ou, devido à distância, um(a) gajo(a) até pensa "é agora que me vou livrar dele(a)!!!", ou então, até nem achamos grande piada à ideia, sabe-se lá porquê! Concluindo, se bem que a ideia de início até me agradou (teria a casa arrumada e limpa... e poupava em alguns dos bens de primeira necessidade que referi), por outro, nem por isso... se calhar porque no processo de descongelação, alguma coisa correu mal!!! Falta-me apenas uma ressalva... se calhar naqueles casos em que os casais são constituídos por dois Adãos ou duas Evas, a ideia de ir morar com outras pessoas do mesmo sexo também não é muito aliciante para a cara metade...
FIM DA PRIMEIRA PARTE
The right choice/decision...
Outro aspecto: após tomarmos a decisão que, em consciência, é a mais correcta, deparamo-nos com o facto de que, afinal não era...
Então, posto isto, o que fazer? Bem... na minha opinião, nada, desde que se faça alguma coisa!!! Passo a explicar: quanto mais tempo "enrolarmos" uma decisão em pensamentos, pior o resultado. Se bem que muitas requerem o mínimo de ponderação, nada justifica (apesar de sexy) o aumento substancial de cabelos brancos... depois, se a coisa correr mal, sempre podemos dizer que aprendemos com os nossos erros... e aí digo-vos, há quem passe a maior parte do tempo a aprender, como eu, por exemplo :-)
Agora, como se costuma dizer, a excepção confirma a regra... e por isso, aquelas decisões que não nos afectam só a nós, são, neste caso, a excepção... ou seja, como a nossa liberdade acaba onde a dos outros começa (onde é que já se ouviu isto?), tudo o que decidimos que envolva a palavra "outros", requer um cuidado especial... mas sempre podemos depois pedir desculpa!!!
opah... keru... axu... poix... windu!!!
Já pedi a alguns professores de português que me auxiliassem, mas nenhum deles dispunha dos meios adequados para o estudo deste fenómeno...
Bem, minto, uma professora de português que eu conheço - a rondar os 24 aninhos - dispunha de um mecanismo sofisticado, através do qual é possivel comunicar com outras pessoas utilizando este dialecto... o nome técnico do aparelho é "NOKIA 3210" (aparentemente tudo começou assim - tal como nós descendermos dos macacos e alguns, de gorilas)... e pressionando umas pequenas teclas (à velocidade da luz) vão aparecendo no visor do dito aparelho, as palavras neste estranho dialecto, que depois são enviadas, em jeito de telegrama, para outra pessoa (vulgarmente apelidado de SMS)... e quando chegavam as respostas, apercebi-me que existem "bué" de palavras que, trocando apenas algumas letras, significam exactamente a mesma coisa (mais, podemos alterar as letras ao nosso critério, deixando para os outros o esforço de traduzir ou "desencriptar" o significado das palavras) e bem que, passado um bocado, apercebi-me que algumas dessas palavras são parecidas com a do nosso português (o meu aparelho só escreve em português) e que, se imaginarmos um alentejano a viver nos Açores, com um abcesso nos molares a pronunciar as mesmas, até soam a algo parecido com a nossa língua materna...
Pelos vistos, quem hoje não consiga decifrar o referido dialecto é um "ansmsfabeto" e parece que o fenomeno vai-se alastrando a outras àreas, incluindo os testes de português, obrigando os professores da disciplina a desdobrarem-se em seminários, palestras, workshops e demais actividades, com o objectivo de aprofundarem os seus conhecimentos sobre a matéria em causa, mas entretanto, vão camuflando o seu "ansmsfabetismo" tentando reprovar os alunos que se dignam a utilizar este novo dialecto nos testes (se bem que, sem sucesso, já que quem manda hoje em dia são eles e a Ministra com as suas subjectivas competências), demonstrando eles (alunos) que se encontram a par das novidades linguísticas (e que estão eles mesmos no controle da coisa)!
...k ñ tm kão kaça k gatu... axu...
Filho meu não brinca aos cowboys
Verdade seja dita, hoje em dia o ser-se gay é uma afirmação e não uma simples opção de vida... a sociedade dá tanta importância aos gays, que os maus da fita passam a ser os homofóbicos (não muito por culpa deles, mas porque é necessário e "in" defender causas ditas "nobres" - e pobrezinhos já estão "out")... não é assim que se sensibiliza a maioria da sociedade para o facto de que existem pessoas que não seguem os padrões ditos "normais" (ou seja, rosca e parafuso)... não é tornando "maus" os típicos homens deslavados e que cospem para o chão (o berdadeiro macho)... digamos que, extremando um pouco a coisa, os terroristas, na óptica deles, também têm lá a sua razão (o certo é que ninguém percebe qual ela seja)...
Devo dizer que conheço pessoas assim (digo, gays e não terroristas), arranjo forma de as respeitar (procuro não pensar nos "pormenores" hehehe), desde que elas me respeitem a mim (confesso que não sou muito tolerante e que, automaticamente, passo a ser um pouco homofóbico)... não aprovo, mas não chateio quem opta por o ser... é lá com eles... na intimidade, cada um faz o que lhe apetece... mas também não aprovo o ter que levar diariamente com "certas e determinadas coisas" gays (na televisão, nas revistas, na rádio...), pois parece que querem "converter" a sociedade e obrigar a maioria a adoptar comportamentos da minoria... não quero ser ofensivo, mas também não gostava de ver na televisão o típico "macho" a pavonear-se como tal... por outras palavras, tal como digo não às testemunhas de Jeová (perdoem-me também elas - mas imagine-se o que seria antes do telejornal, levar com uma "lavagem" durante 10 minutos), também gosto de ter o direito de opção em tudo o resto e ser livre de pensar por mim e não no colectivo, só porque é "in", está na moda ou isso (ou seja, ainda nao fiz o penteado à Zé Galo - se eu souber quem são os argumentistas da série "Morangos com açúcar", ainda lhes hei-de perguntar se têm filhos e se eles se comportam daquelas formas "estranhas", quen incluem roubar os carros do professores, comer a namorada do melhor amigo, etc)... podem-me chamar de "quadrado" que não me importo...
Portanto, gays de todo o mundo, oiçam: aproveitem agora, porque amanhã a sociedade arranja outra "minoria" com a qual brincar e volta a relegar-vos para o anonimato... e como em tudo o resto, como já disse, lá vamos todos comprar outras pulseiras, mudar o penteado, trocar o "k" pelo "que" outra vez, etc... (qualquer dia escrevo sobre os "meninos" de hoje - já são eles que ditam as regras e não os "kotas" - novo dicionário de português na calha)...
Concluindo, devido a esta propaganda toda, se algum dia tiver a felicidade de ter filhos, não os vou deixar brincar aos cowboys, nem ver o José Castelo Branco na TVI...
my gusta carinho... si, si
Ora, para "colorir" um pouco este texto, partilho aqui uma das cenas que tive a oportunidade de observar no outro dia: ia eu descansadinho da vida para a sala de aula, a passar pelos campos de futebol devidamente alcatroados da escola e eis que, ao meu lado esquerdo, observo dois bípedes de sexo oposto (do mal o menos) a - falha-me outra expressão - "comerem-se". Mas nao era um "comerem-se" qualquer... eles "esfregavam-se" enfusivamente como se não houvesse amanhã!!! Devo dizer que os espécimens eu causa rondam os 15 aninhos... no meu tempo não era assim!!! Caraças, no meu tempo, um beijo na boca em plena escola (quando rondava eu os 15 aninhos) tinha que ser "controlado", sem língua e era uma felicidade, acreditem!!! Agora, meus amigos, só falta despirem-se e completarem o acto ali mesmo, num banquinho da escola (até que se pode tornar um fetiche para alguns).
Já não há respeito, não há pudor, não há nada (a não ser golpes na espinha)... não quero ser exagerado e que assim transpareça demais a minha faceta de "retrógrado", mas há limites para tudo, que o próprio bom senso impõe... a continuar assim, quando estes meninos crescerem aquilo é que vai ser... como dizia um amigo meu, por outras palavras, esta geração morangos vai acabar por apodrecer... e com ela, vai a sociedade!
Portanto, meninos, um conselho aqui do "velho": levem as coisas mais devagarinho; saboreiem bem cada momento; há tempo para tudo (respeitem o espaço dos outros); não queiram chegar aos vinte e tais frustrados, pois a esse ritmo, nessa idade já nada é novidade e há que ir tendo algumas "surpresas" ao longo da vida (e que nao sejam umas coisas pequenas que choram muito aos 15 anos)!!!
Casamento e vida boémia...
Concerteza que por aí haverá pessoas que também têm primas e que, imagine-se, igualmente se casam... mas isso não interessa para o caso, pois cada um fala da prima que tem.
E a respeito da dita pessoa, devo dizer que se não fosse prima, tinha noutros tempos tentado a minha sorte (que não é muita por sinal), mas devo também dizer que, já que não pode ter um machão garanhão, 1,90m e mentiroso como eu, como ficou servida, também não ficou mal! O espécimen é porreiraço e desconfio que vai tratar bem a prima em causa (ai dele se assim não for).
Mas o que eu queria deixar aqui escrito é que, cada vez menos entendo este processo todo de casamento e o que vem a seguir a isso. Por um lado porque, parece que depois de uma pessoa se casar existem dois caminhos distintos: um em que uma pessoa tem que ir aos trambulhões e outro em que se vai a rebolar, batendo com a cabeça nas pedras. Tudo se complica depois do casamento, mesmo, imagine-se, naqueles casos em que até já viviam juntos há uns tempos. Não há estradas alcatroadas nos casamentos, ou se havia, com o tempo e sem manutenção, estragaram-se!
Assim sendo, mais vale voltar à vida de antes (e aí entram os divórcios)... assim, pelo menos, cada um tem a sua televisão, sendo dono e soberano do comando... e mais: as mulheres ficam com os cães de companhia (que hoje em dia têm 1,80m em média e muitos são loiros - além de que, aparentemente, vêm treinados para fazer chichi nos lugares próprios para o efeito) e os homens ficam com as mães(zinhas) que fazem umas sopas de se lhes tirar o chapéu... por isso, mais vale não casar... vai-se comendo sopa...
No outro extremo (dos que se casam e/ou fazem vida conjugal - e até dos que simplemente namoram, monogamicamente falando), estão aqueles que se dedicam à vida boémia... sem amarras nem preocupações com aquela coisa chata que é a "responsabilidade" (brrrr... até arrepia)... "comem" quando querem e o que querem, divertem-se a 110%... não estabelecem "bounds" nem "bonds" com ninguém... e lá vão curtindo a vida!
Mas como tudo na vida são fases, esta é mais uma... e depois da fase da "desbunda" vêm outras onde já entra o tal palavrão de "responsabilidade" (ai ai)... e aí é que a coisa se complica... pois quem passa a vida a voar, tem dificuldade em ter sítio para aterrar... já que passou a vida a brincar com as torres de controlo... basicamente, somos um espectáculo enquanto voamos, mas por passarmos a vida nisso, pouca gente está disposta a albergar o nosso avião, ou seja, voam connosco e tal, mas ficar com o avião isso é que não (raio de analogia)... o que depois leva a escolhermos uma qualquer pista para aterrarmos... escusado será dizer que, em muitos casos, volta-se ao tópico da separação... e aí, o avião volta a voar, ou a pista fecha!
Posso dizer que conheço alguns casos desses... e quem sai à noite, com um pouco de atenção, vislumbra-os logo... ou boémios (os mais frequentes) ou aviões reabastecidos e que voltaram a ocupar o céu (muitos sofrem "upgrades", passando de avião com élices para aviões a jacto)...
É bom podermos curtir a vida e não nos maçarmos com o facto de termos que dar satisfações a alguém... mas a vida não é só isso... e eu, se fosse pista, acho que fechava a torre! Também gosto de voar, mas se passarmos muito tempo no ar, perdemos a noção de como se caminha...
Por fim, isto leva-me a concluir que, como a sociedade hoje em dia se comporta, isto é uma situação de "loose, loose"... alguém com conhecimentos de probabilidades ainda há-de fazer os cálculos... a ver se é mais fácil ganhar o euro-milhões... se somos (minimamente) certinhos. arriscamo-nos a ter uma surpresa quando estabelecemos compromissos, ou então, só encontramos aviões... se somos aviadores, podemos ter que passar a vida no ar, se bem que, temporariamente, tocamos o chão...
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