terça-feira, junho 21, 2011
Quando a nossa vida se regula por um "gosto"
terça-feira, junho 21, 2011 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Não há vida para além do facebook! Somos melhores ou piores, quanto mais (ou menos) "amigos" tivermos no nosso perfil virtual... e nisto, já não vale falar em outras redes sociais, que não o facebook. O "gosto" que recebemos com agrado, define uma nova "postura" social, que não valoriza na "tenra idade" um "com licença", mas que aguarda com ansiedade o feedback produzido pelos amigos virtuais.
Isto leva-me a perguntar: o que seria de nós, no presente, sem o facebook? Assim de repente, vem-me uma imagem mental de "pitos" e "pitas" a baterem nas paredes com a cabeça, ou a andarem em círculos, completamente desnorteados e sem saber o que fazer. Perderam parte da sua "existência". E quem fala em miúdos, fala em graúdos.
Também nós, mais "vividos", fazemos uso (e abuso) dessa rede social. Ainda há resistentes, mas serão poucos, já que a prazo, sujeitam-se a uma "morte social".
Devo dizer que também eu faço uso desta rede social, mas tento manter um certo distanciamento, ou melhor, independência da mesma, apesar de considerar "agradável" algum feddback que a mesma permite captar. Falo, por exemplo, da possibilidade de manter contacto com pessoas que em certa altura fizeram parte da nossa vida, ou de outras funcionalidades que de certa forma, complementam a salutar vivência social "real". Repudio a auto-promoção desregulada dos "miúdos", que "anunciam-se" de formas menos próprias (basta dar uma olhadela às imagens que disponibilizam) e outras práticas menos "nobres". Mais uma vez, quem fala em miúdos, fala em graúdos.
Em conversa com um amigo meu, questionávamos a possibilidade de todos nós termos pedófilos, assassinos, terroristas, violadores e outras "personalidades" deste "calibre" nos nossos perfis. O que é certo, é que poucos de nós nos preocupamos em "filtrar" os nossos "amigos" virtuais. De uma forma ou de outra, (quase) todos entramos na competição de ver quem tem mais amigos, e por isso, pessoas que nos são completamente estranhas na vida real, são nossos "conhecidos" na vida virtual.
Como professor, deparo-me com cenários que há bem pouco tempo consideraria irrealistas. Deixo um exemplo: há dias, a conversa de dois alunos meus era sobre quem seria a pessoa mais "cool", devidamente medida pela quantidade de amigos que teriam na rede social. Isto, para não falar nos comentários a fotos uns dos outros, fotos essas que dificilmente poderiam ser mais explícitas, ou por outra, pouco deve faltar para que o sejam. Ninguém lembra os "gaiatos" que o que metem por lá, em pouco tempo se lhes perde o rasto... pergunto-me mesmo por onde andarão os pais de tais miúdos, que "consentem" que as filhas mostrem o umbigo por intermédio de uma perspectiva de "fotografia aérea", ou por outras palavras, que demonstrem que é na adolescência que as "coisas" crescem... e escuso-me a "comentar os comentários" que por lá aparecem...
Por outro lado, afiguram-se castigos alternativos, quando a malta adolescente se porta mal: se antes os nossos pais nos castigavam e nos proibiam de ir jogar à bola com os amigos, hoje em dia bastará vedar-lhes por uns dias o acesso ao facebook... e acredito que tal "matará" a vida social de muitos durante esse período de privação...
Isto leva-me a perguntar: o que seria de nós, no presente, sem o facebook? Assim de repente, vem-me uma imagem mental de "pitos" e "pitas" a baterem nas paredes com a cabeça, ou a andarem em círculos, completamente desnorteados e sem saber o que fazer. Perderam parte da sua "existência". E quem fala em miúdos, fala em graúdos.
Também nós, mais "vividos", fazemos uso (e abuso) dessa rede social. Ainda há resistentes, mas serão poucos, já que a prazo, sujeitam-se a uma "morte social".
Devo dizer que também eu faço uso desta rede social, mas tento manter um certo distanciamento, ou melhor, independência da mesma, apesar de considerar "agradável" algum feddback que a mesma permite captar. Falo, por exemplo, da possibilidade de manter contacto com pessoas que em certa altura fizeram parte da nossa vida, ou de outras funcionalidades que de certa forma, complementam a salutar vivência social "real". Repudio a auto-promoção desregulada dos "miúdos", que "anunciam-se" de formas menos próprias (basta dar uma olhadela às imagens que disponibilizam) e outras práticas menos "nobres". Mais uma vez, quem fala em miúdos, fala em graúdos.
Em conversa com um amigo meu, questionávamos a possibilidade de todos nós termos pedófilos, assassinos, terroristas, violadores e outras "personalidades" deste "calibre" nos nossos perfis. O que é certo, é que poucos de nós nos preocupamos em "filtrar" os nossos "amigos" virtuais. De uma forma ou de outra, (quase) todos entramos na competição de ver quem tem mais amigos, e por isso, pessoas que nos são completamente estranhas na vida real, são nossos "conhecidos" na vida virtual.
Como professor, deparo-me com cenários que há bem pouco tempo consideraria irrealistas. Deixo um exemplo: há dias, a conversa de dois alunos meus era sobre quem seria a pessoa mais "cool", devidamente medida pela quantidade de amigos que teriam na rede social. Isto, para não falar nos comentários a fotos uns dos outros, fotos essas que dificilmente poderiam ser mais explícitas, ou por outra, pouco deve faltar para que o sejam. Ninguém lembra os "gaiatos" que o que metem por lá, em pouco tempo se lhes perde o rasto... pergunto-me mesmo por onde andarão os pais de tais miúdos, que "consentem" que as filhas mostrem o umbigo por intermédio de uma perspectiva de "fotografia aérea", ou por outras palavras, que demonstrem que é na adolescência que as "coisas" crescem... e escuso-me a "comentar os comentários" que por lá aparecem...
Por outro lado, afiguram-se castigos alternativos, quando a malta adolescente se porta mal: se antes os nossos pais nos castigavam e nos proibiam de ir jogar à bola com os amigos, hoje em dia bastará vedar-lhes por uns dias o acesso ao facebook... e acredito que tal "matará" a vida social de muitos durante esse período de privação...
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Notícias "frescas"
sexta-feira, janeiro 21, 2011 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Caros leitores (se é que ainda os há), já há uns tempos que não publicava nada neste blog. É certo que agora estas "coisas" já nem sequer fazem parte das tendências da moda para as próximas estações, mas é sempre bom escrever umas palavrinhas e de submeter as mesmas para apreciação. Diga-se até que hoje em dia, quem não tem facebook, não é boa gente (ou filho de)... mas em relação aos blogs, já nem se fala neles. Devo dizer que em relação ao facebook, verdade seja dita, também andei uns tempos "entretido" com um jogo dessa rede social, que nos permitia plantar uns tomates, couves e outras coisas da terra, sem o trabalho associado ao pegar na enxada. E mais, graças a esse divertimento, consegui momentaneamente "entreter" os meus alunos com algo mais salutar do que o provocar "esguichos" de sangue no inimigo. Contudo, dei comigo a perder mais tempo a cuidar da horta "virtual" do que a confeccionar produtos da horta real para alimentar este corpinho... e por isso, deixei-me de "tretas" e peguei na enxada... e engordei uns quilos...
Noutra temática, descobri que a minha coluna precisa de ir à revisão, já que uns poucos de "amortecedores" estão estragados, nomeadamente na cervical (2) e na região lombar (1)... devo dizer que fiquei umas semanas com um dos braços paralisado (e outras tantas semanas com dores) e que tal não é nada agradável... mas enfim... não nos podemos queixar de dores na perna, se ao nosso lado está alguém que apenas tem uma. Enfim, já sei que me espera a "faca", mas há que tentar não dizer bom dia ao médico o máximo de tempo possível... e ir aguentando umas "dorzitas" residuais...
E noutro campo, o da escola, este ano estou por Santa Comba Dão... e devo dizer que foi "a ferros"... os horários já por si são poucos, mas as escolas fazem questão de os "encurtar" mais um pouco, tornando o sistema de concurso por oferta de escola pouco equitativo... por outras palavras, metem quem querem nos horários e não porventura quem tenha mais competência e/ou tempo de serviço/graduação (como no concurso dito "normal"). Devo dizer que não está "fácil", mas hoje em dia já não há escolas assim... com as "tretas" todas que têm feito nas mesmas, não é de admirar que o ambiente seja de "cortar à faca"... por um lado, os "dinossauros" (com todo o respeito) reclamam porque lhes entram no bolso e nas horas de "descanso", por outro lado, os "delfins", mais novos, tentam assegurar o emprego e entrar nas "quintas" que seja necessário... e contentam-se com os trocados que sobram, depois de se alimentar os "bichos grandes" (com todo o respeito)...
E pronto, por agora é só isto... e contando que ainda haja quem se dê ao trabalho de ver o que por aqui se passa, vou tentar actualizar isto com uma latência inferior a um ano...
Noutra temática, descobri que a minha coluna precisa de ir à revisão, já que uns poucos de "amortecedores" estão estragados, nomeadamente na cervical (2) e na região lombar (1)... devo dizer que fiquei umas semanas com um dos braços paralisado (e outras tantas semanas com dores) e que tal não é nada agradável... mas enfim... não nos podemos queixar de dores na perna, se ao nosso lado está alguém que apenas tem uma. Enfim, já sei que me espera a "faca", mas há que tentar não dizer bom dia ao médico o máximo de tempo possível... e ir aguentando umas "dorzitas" residuais...
E noutro campo, o da escola, este ano estou por Santa Comba Dão... e devo dizer que foi "a ferros"... os horários já por si são poucos, mas as escolas fazem questão de os "encurtar" mais um pouco, tornando o sistema de concurso por oferta de escola pouco equitativo... por outras palavras, metem quem querem nos horários e não porventura quem tenha mais competência e/ou tempo de serviço/graduação (como no concurso dito "normal"). Devo dizer que não está "fácil", mas hoje em dia já não há escolas assim... com as "tretas" todas que têm feito nas mesmas, não é de admirar que o ambiente seja de "cortar à faca"... por um lado, os "dinossauros" (com todo o respeito) reclamam porque lhes entram no bolso e nas horas de "descanso", por outro lado, os "delfins", mais novos, tentam assegurar o emprego e entrar nas "quintas" que seja necessário... e contentam-se com os trocados que sobram, depois de se alimentar os "bichos grandes" (com todo o respeito)...
E pronto, por agora é só isto... e contando que ainda haja quem se dê ao trabalho de ver o que por aqui se passa, vou tentar actualizar isto com uma latência inferior a um ano...
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