quarta-feira, fevereiro 11, 2009

postheadericon Objectivos Individuais

Volto ao assunto da avaliação docente que, presentemente, concorre directamente com as novelas da TVI.
Muitos já devem estar saturados de tantos episódios, ainda por cima quando presentemente não é possível vislumbrar um final. Também é certo que neste "enredo" há vários vilões (ou candidatos a...) e só lamento terem-se esquecido do par romântico... sempre animava um pouco a "coisa"... mas não me parece que mais para a frente se descubra que afinal, Maria de Lurdes Rodrigues e Mário Nogueira são de facto amantes e vivem intensamente uma vida dupla.
Nesta fase da novela, há que entregar objectivos individuais que, na minha modesta opinião, nada dizem sobre o trabalho docente: primeiro, porque em muitos casos, uns há que se limitam a copiar outros (entenda-se, objectivos) e segundo, porque objectivamente, há coisas que não dá para objectivar... ou por outra, à partida já se sabe que faz parte da "função" docente, não sendo (devendo ser) necessário deixar isso em testamento.
Devo dizer que entreguei os meus... não por concordar com o "guião" da novela, mas simplesmente porque, caso não o fizesse, perderia (pelo menos assim o anunciam) o meu sustento financeiro, ou seja, perderia o direito de concorrer mais um ano a "figurante".
Digo também que reconheço que, realmente, avaliar é necessário, mas deveria o processo começar por tentar arranjar pontos objectivos passíveis de serem avaliados, tornando o processo uniforme em todo o universo escolar, logo, mais justo. Assim, não perderiam as escolas tempo infinito a "esmiuçar" a actividade docente com preciosismos de, não tarda muito, até de indumentária.
Reconhece-se também que (in)felizmente também haverá colegas que no fundo, não querem mesmo ser avaliados: "queremos avaliação, mas esta não" é um argumento "fraco" e mais depressa aplicável a ter sido proferido pelo nosso Primeiro Ministro, que tem por hábito o de mandar o povo à m*rda, sendo que este, como já anteriormente referi, fica ansioso por iniciar a viagem. Basta referir, por exemplo, o relatório "forjado" referente ao 1º ciclo... impressiona mais uma vez, infelizmente, pela negativa!!! Impressiona ainda mais o facto de, perante isto, nada (ou muito pouco) podermos fazer: andamos tão "distraídos" com a crise que deixamos passar em claro essas desonestidades.
Veremos o que o futuro nos reserva e quantos mais episódios haverá. Deixo aqui uma sugestão: contratem o Nicolau Breyner para realizador, que pelo menos assim teremos direito a ver "maminhas", mesmo que o contrato não nos agrade :)
terça-feira, fevereiro 10, 2009

postheadericon Descubra as diferenças

Amigos, hoje uma colega de escola reencaminhou este e-mail para mim. Compara-se o "longínquo" ano de 1978 (um ano após o nascimento deste ilustre cidadão) a 2008. Descubram-se, por exemplo, as diferenças no ensino. Está tudo dito!!!

Situação: O fim das férias.

Ano 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana
puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia
seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2008:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e
caganeira.



Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978:
Não se passa nada.

Ano 2008:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.



Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim
que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer
uma fisga.


Ano 1978:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a
sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta
da escola.



Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas .

Ano 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2008:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar,
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste
em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal,
mesmo debaixo de chuva.



Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os
colegas.

Ano 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não
interrompe mais.

Ano 2008:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno
incapacitado.



Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um
cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1978:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante
meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.



Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A
sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria
abraça-o para o consolar.

Ano 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2008:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em
terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por
trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia
de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de
um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e
do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de
propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.



Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter
chamado 'chocolate' ao outro .

Ano 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa.
Amanhã são colegas.

Ano 2008:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a
averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens
problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a
respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.



Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao
chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano 2008 :
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
desculpa e compra-te uma Playstation 3.

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