Gayada casamenteira
Não me interpretem mal... tenho amigos homossexuais, amigos do coração (não confundir com curação, que eu não entro nessas coisas) e não me incomoda nada que o sejam, desde que não o sejam "explicitamente" à minha frente.
Desculpem todos vós, senhores das causas "menores" - ou melhor, mediáticas - esta minha personalidade retrógrada e anti-progressista! Nas minhas aventuras pela bricolage, uma coisa que aprendi é que não dá para enroscar um parafuso no outro ou uma porca na outra (leia-se literalmente, sem segundas intenções)... já duas porcas num parafuso...
Imagino que a par de outras "minorias" revoltadas, daqui a pouco tempo, logo após o reconhecimento da possibilidade de adopção, lá terão também os políticos "progressistas" que criar quotas para admissão a cargos públicos, elaboração de listas eleitorais e por aí fora, respeitando desta forma a igualdade de direitos. Ou será que essa "minoria" será "agregada" à das mulheres? Lanço aqui a ideia "progressista" de agregar todas essas "minorias" num único grupo(mulheres, aceitam ser tratadas assim, como quotas?). E já agora, permitam-me sugerir um nome, que talvez já tenha alguma "concorrência" mas pronto: grupo "causas menores".
Uma coisa é certa: haverá menos revolta pública, devido à substituição dos lugares preenchidos pelas tais quotas, como se viu nas eleições europeias: caso um gay-homem seja substituído, é considerado um homem, portanto "no problem"; caso uma gay-mulher seja substituída, pode sempre alegar que "lá em casa sou eu que faço a barba", logo, trata-se da substituição de um macho por outro!
Pessoal, não me encarem como mais um "machista" homofóbico porque apesar de o ser, até me considero muito moderado. Só lamento que hoje em dia estes "pequenos" episódios tenham mais relevância do que aquilo que mais "dói": não vejo ninguém se exaltar "com entusiasmo" em debates públicos por o "Zé Bicho" ganhar injustamente o rendimento mínimo por ser "expert" em coçá-los, ou porque vemos sistematicamente "gente grande" safar-se de esquemas elaborados, dúbios, públicos, etc, e onde se vê que a inocência prova-se pela qualidade dos advogados (e da carteira para os pagar)!
Curioso é verificar que muitos deles safam-se devido ao facto de terem - directamente ou indirectamente - participado na criação de leis que "apenas" permitem validar (se assim for necessário) escutas onde o próprio (entenda-se arguido) fale com um atendedor de chamadas ou se submeta a um exercício de puro narcisismo, dando azo a um monólogo "comprometedor".
Por isso, amigos gays (e mulheres), deixem-se lá dessas coisas... não permitam que a sociedade vos atribua "rebuçados" que a longo prazo podem amargar a boca, à semelhança de outras coisas!!!
Porque é que a Leopoldina tem "mamas"?
Diga-se também que a Leopoldina converteu-se na sucessora da Angelina Jolie como heroína da saga Tomb Raider: "Tomb Raider III e o silicone místico". Basta ver o vídeo promocional e temos uma "pita", ou galinha (ainda não sei bem o que "aquilo" é - talvez perú...) em verdadeiras "action scenes", "Hollywood style". O pormenor das "mamas" bem caracterizadas é que é um mimo!
Já em relação à "gorda" Popota, basta ver o site do Modelo para nos apercebermos que a linha de Cascais teve "voto na matéria", ou seja, influenciou a renovação de personalidade da "hipopótama".
Conclusão: esquecendo um pouco a época consumista que "gerou" estas singulares personagens, adjacente às mesmas estão os valores que se pretendem transmitir à "pequenada".
Não admira assim que "pitas" com 13 anos já queiram meter implantes e passem mais tempo em frente ao espelho e em lojas de bijuteria (já para não falar nas sessões fotográficas a incluir em Hi5's e facebook's) do que a promover o verdadeiro sentido da adolescência: crescer física e mentalmente para se tornarem adultos responsáveis (e não adultos com valores "dúbios" sobre a interpretação a dar a "realização pessoal").
... e mais não digo...
Serviço lectivo
Se bem que já tendo leccionado em Lisboa, fora essa experiência nunca tinha dado aulas a meninos da cidade. A bem da verdade, pode-se dizer que na capital não eram bem meninos da cidade: na sua maioria eram pequenos "marginais".
Assim, devo dizer que prefiro sem dúvida alguma a aldeia. Não que a educação dos "gaiatos" varie muito, mas pelo menos têm menos "peneiras" (e menos recursos para tal). Bem, se calhar a educação até varia um pouco: alguns pais da aldeia acabam por saber bem o que têm em casa. Na cidade, pelo que me apercebo, os "paizinhos" pensam que o céu desceu à terra e se concentrou em 1,75m de puberdade.
Devo dizer que nunca vi tamanha "produção" aplicada na diferenciação. Hoje em dia esta juventude só se afirma pela diferença e ao contrário do meu tempo, a diferenciação não está no interior do osso craniano, mas sim no trabalho exterior de "tunning" operado no mesmo e na periferia (isto para falar apenas no que está à mostra - só posso imaginar o resto). Assim, existem verdadeiras "obras de arte" ambulantes (arte rocócó). Ele é piercings por todo o lado, pinturas à trincha, roupas reveladoras, começando cedo a atrair um determinado tipo de "clientes". Isto mais no feminino, o que não quer dizer que não haja "tunning" no sexo oposto, mas pelo que vi até agora, parece-me que se restringem mais aos fumos do tubo de escape... mas parece que o fumo primeiro tem que ser inalado para depois ser expelido...
Impressionante é verificar o à vontade com que operam tamanhas "revoluções estéticas", com o devido aval dos papás... os mesmos que depois se admiram que as filhas engravidam com beijinhos, ou que a caixa de preservativos que ofereceram aos "gaiatos" ficou esquecida no mesmo sítio onde ficaram os livros escolares.
Enfim, alguém que ponha travão neste escalar de anarquistas. Por este andar, qualquer dia não há limites ou barreiras... aliás, o limite é a imaginação.
Enfim, acabei por me desviar um pouco da "estrada", mas deixo a "educação" dos meninos para uma próxima... vou entretanto absorvendo mais um pouco do "dialecto" da "espécie".
Eleições e afins
Ignorando-se a devida dimensão de cada uma das ditas, devo dizer que, tal como das outras vezes, o meu interesse ia diminuindo à medida que me ia aproximando e assim constatando que a única coisa perceptível era o ruído produzido por tal agitação e "sublimação" de votos.
Devo dizer que no meu tempo, as listas mais capazes, quanto muito distribuíam uns "flyers" produzidos "à maneira" e pouco mais. Hoje em dia temos tal produção audiovisual, que o comum dos mortais seria levado a pensar que estaria um partido político ali em campanha. Ou isso ou uma festa de promoção de uma qualquer "girls night" da discoteca Hangar. São parecidos! Se bem que pensando melhor, nunca vi uma promoção à Hangar no Mercado Municipal.
Não estão lá os partidos, mas suspeito que esteja pelo menos o dinheiro deles, em concordância com as pessoas e colegas com quem me atrevi a comentar tal "coisa" que estava a presenciar.
Se assim é, (muito) mal empregado o dinheiro, já que a "campanha" apenas se podia realizar nos intervalos, com a música devidamente uns decibéis acima do limiar da surdez, "pitas" e "pitos" em cima do palco aos saltos, sendo que elas, pareceu-me, que estavam mais "acaloradas" que os "pitos" (deve ser do género - estrogéneo e tal) e para colmatar, "soundbytes" ao estilo juvenil, sendo o que mais me cativou o seguinte: "vota J c*r*lhoooooooo".
Deve ter sido por isso que no final do dia adoeci, incharam-se-me as amígdalas (deve ter sido efeito do som), febre qb, restantes sintomas de gripe (felizmente só foi a gripe A/C) e cá estou eu a recuperar, lentamente, de tal "abalo".
Como dado adicional e um pouco à margem do tema, devo dizer que estou prestes a desistir definitivamente dos médicos de família para diagnóstico de doenças. Senão vejamos:
1) Tudo começou na Terça-feira de madrugada, quando liguei para a linha Saúde 24, como nos mandam fazer, só para descobrir que a pessoa que me atendeu estava com mais sono que eu;
2) Mesmo após informar a "profissional" que a febre estava a subir à razão de enfiar o termómetro debaixo do braço e de que morava sozinho e que assim era perigoso deslocar-me, a "profissional" aconselhou-me a deixar de tomar a única coisa que me estava a manter lúcido o suficiente para ter efectuado aquela chamada (antigripine), durante um período de 18 horas e depois para me dirigir ao centro de saúde (lá deve ter pensado que eu morava ao lado do mesmo);
3) Assim fiz e por volta das 18 horas lá estava eu no dito-cujo, onde fui submetido a uma "triagem" e onde descobri que a gripe não era a A (era outra letra qualquer do alfabeto), mas que à custa da deslocação pelos meus próprios meios e à falta de antigripine, a febre tomava um caminho inverso ao das taxas de juro na zona euro;
4) Quando finalmente após esse "processo" fui "presente a julgamento" à minha médica e após a (re)lembrar das minhas (conhecidas) alergias, constato que se não fosse a médica assistente ao lado, tinha trazido para casa supositórios (imagino que ao menos deveriam ser para a mesma coisa, mas menos agradáveis de "tomar") e metade da dosagem recomendada de um dos medicamentos para o meu "estado de graça";
5) Finalmente, devo dizer que sou um privilegiado por ter amigos "influentes" já que para cúmulo dos cúmulos, não tive "direito" a um anti-inflamatório e assim no dia seguinte tinha "apenas" uma pequena abertura por onde passava a muito custo a pouca comida que consegui meter à boca nestes dias, pois o resto eram amígdalas.
Enfim... duas coisas "giras" que me aconteceram esta semana... outras há menos giras, mas essas guardo-as para o meu blog orgânico...
P.S. foi engraçado observar a reacção da funcionária, quando cheguei ao balcão e referi que tinha febre e sintomas de gripe...
Nova escola
Aliás, este ano, devido às "matreirices" do ministério, até consegui meia dúzia de escolas!!!
Passo a explicar: este ano, o meu grupo (550 - informática) deixou, para efeitos de concurso, de ser carenciado, sendo assim aplicado o que está disposto na lei, logo, não profissionalizados deixam de poder concorrer a Quadros de Agrupamento e mais importante, à Bolsa de Recrutamento.
Assim, o que nos estava destinado eram os horários de Oferta de Escola, ou seja, horários que por definição passam a estar disponíveis caso não haja "Recursos Humanos" na bolsa de recrutamento, etc.
Ora, acontece que não há professores de informática, devidamente profissionalizados, em número suficiente para preencher todas as necessidades. Aliás, não havendo neste momento cursos de informática via de ensino e/ou profissionalização em serviço, a menos que os professores de matemática, economia, história e afins continuem a "tapar buracos", credenciados sabe-se lá como ou por quem para leccionar informática à "pequenada", tão depressa não haverá. Claro que o Ministério também não reconhece, por exemplo, que no meu caso, 5 anos a leccionar já é "estágio" suficiente.
Seja como for, de um momento para o outro passámos a ser um grupo carenciado novamente mas, ironia das ironias, só depois de constituídas as tais de Bolsas de Recrutamento.
Importa referir que, salvo duas excepções, só podem ser lançados horários em oferta de escola até 11 horas, ou seja, metade de um horário lectivo completo (componente lectiva - para quem não saiba, existe a componente lectiva e a não lectiva, tendo que um horário normal totalizar 35 horas de estabelecimento).
Assim, havendo escolas com necessidade de 5 ou mais professores de informática, sem que houvesse recursos na tal Bolsa, lá teve o Ministério de "meter uns pós" na lei, de forma a permitir ofertas de escola com horários completos. De outra forma, uma escola com necessidade de 5 professores (5 horários completos) teria que pedir 10 professores (já para não referir a dificuldade de desdobrar um horário lectivo completo, devido à disparidade de horas das diversas disciplinas).
À medida que iam saindo os tais horários, no início do ano lectivo, ou seja, com as aulas já a decorrer, lá fomos concorrendo... e de um momento para o outro somos seleccionados para uma "porrada" de escolas... e quem se viu nessa situação, teve a possibilidade de optar aonde queria ficar (que luxo).
Isto porque o Ministério, ao criar este tipo de contratos, "aproximou" os docentes "tapa buracos" (não os de cima) da lei geral de trabalho, pelo que existe assim o período probatório, em que o docente (ou a instituição onde fica colocado) poder rescindir contrato sem penalização. Giro não é?
Assim, referindo como exemplo o meu caso, passaram a acontecer "coisas" caricatas, tais como: ficar colocado em Vouzela; passado poucas horas em Santa Comba Dão; optar; passado um dia ficar colocado à porta de casa; desistir do contrato anterior e formalizar um novo na nova escola. Escusado será dizer o que isso também representa para as escolas, que só passado 30 dias é que vêm o seu corpo docente "estabilizado". Nada impede, por exemplo, um docente nesta situação de ao 29º dia rescindir contrato e de ir para "outra freguesia".
Enfim, coisas que saem de cabeças muito "férteis" em ideias.
Muito mais há para referir sobre este assunto, mas para não me alongar, reservo o "desabafo" para um futuro post... pois entretanto há que arranjar "bonecos" para entreter os pequenos...
Primeiro beijo VS primeira flatulência
Correndo o risco de parecer parvo (mais uma vez), decidi explorar este tema porque presentemente ainda só me encontro na primeira fase... mas sei que, inevitavelmente, as relações avançam (espera-se que no bom caminho) e que naturalmente, como dizia um amigo meu: "Nas relações conhece-se o bom e cheira-se o mau".
Não que me preocupe particularmente o tema, mas decidi "postá-lo", já que o que me interessa é avaliar o nosso comportamento perante as duas "situações".
Todos os que já passaram por isto sabem que os primeiros tempos correspondem à bonança: tudo é bom, cor-de-rosa, dá-se uns beijinhos, ouve-se o canto dos pássaros, cheiram-se as rosas... até que chega a hora de ouvir e cheirar algo mais!
Agora, avaliando o nosso comportamento perante isto, podemos dizer que nas duas situações revelamos o "parvo" que há em nós. Primeiro, em relação aos beijos, muito apreciados, até se conseguir "baixar a guarda" andamos ali a produzir frases sem nexo e a mostrar os bons e os maus dentes, na esperança de poder "espetar" um beijo no(a) companheiro(a). Segundo, em relação às flatulências, as frases sem nexo e os dentes mantêm-se... se bem que o resultado final difere: por vergonha ou por medo de repulsa e desagrado, andamos por tudo a evitar dar um "ar da nossa graça" à outra parte. Mas eis que chega o inevitável e se revela o nosso "profundo" ser.
Não vale a pena aqui fazer uma guerra de sexos, já que é certo e sabido que os homens por definição são mais "competitivos" e "extrovertidos" no que toca a estas coisas... mas é certo também que por definição anatómica, todos temos a nossa "válvula de escape", logo, os de uns não são "superiores" aos outros.
Caros leitores, como devem perceber, o objectivo deste post não é o da mera "porcaria", mas sim o de demonstrar que todos temos o nosso lado mau (corresponda isso a flatulências ou outra coisa qualquer) e que mais tarde ou mais cedo ele se manifesta. Se temos a sorte de estar com alguém que nos "suporta" esse lado mau, podemos nos considerar as pessoas mais sortudas do Mundo.
Por outro lado, quando esse lado mau se revela, não devemos "disfarçar o odor" dando pouca relevância ao caso: deve-se falar abertamente no bom e no mau, pois assim é que se constroem relações duradouras. E temos que ter a consciência que todos nós somos "falíveis", logo, não podemos ter medo de mostrar toda a nossa identidade, ou seja, o bom e o mau que nos define.
Depois da tempestade....
Ganha-se um novo fôlego, respira-se fundo... e espera-se que tudo corra pelo melhor...
Aquela "luzinha" ao fundo do túnel, afinal é real!!!
Esta tem que ser partilhada...
"Um estudo recente conduzido pela Universidade de Lisboa mostrou que cada
português caminha em média 440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média,
o português bebe 26 litros de Vinho por ano.
Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou
seja... é económico!"
Sinto que me falta um cinto
Desde há uns meses que ando à procura do meu cinto de estimação - por sinal o único - e não o encontrava (sim, cinto de segurar as calças... castidade N/A). Desesperado, até procurei na casota dos cães... algum ataque de sonambulismo poderia justificar que o mesmo aparecesse por lá. Contudo, as minhas buscas revelaram-se sempre infrutíferas. O malfadado cinto não dava sinais de "vida".
Cheguei a um ponto da minha existência que tive que arranjar formas alternativas de segurar as calças no devido sítio e assim não ceder a modas juvenis de andar com as mesmas abaixo do perímetro das ancas. Por pouco não cedi à tentação de utilizar os meus (muito) velhos suspensórios, devidamente adornados com figuras de banda desenhada da minha infância. Tal facto deveu-se apenas ao argumento de que realmente a idade não perdoa e assim os ditos, hoje mais não servem do que para ornamentar o meu baú de memórias.
Contudo, após todas estas buscas desesperadas, como atrás referi, o meu adorado cinto reapareceu… e não sei como, “posicionou-se” estrategicamente pendurado na minha casa de banho, ao lado do aparelho de infravermelhos (chique). Reparei no mesmo quando estava para sair do banho, ou seja, o “sacana” estava mesmo à minha frente. A esta altura, muitos de vocês (uiiii… sim Pedro, há muita gente que lê esta treta… grande fé) se devem estar a questionar se durante este tempo todo não tomei mais banhos. Pois… de facto, tomei mais uns tantos banhos, quantificáveis (no mínimo) pelo igual número de dias que procurei o dito-cujo. Contudo, nunca reparei naquela “secção” da casa de banho… pelo menos o suficiente para poder identificar tal utensílio da minha indumentária.
Bem, talvez se deva ao facto de nunca mais ter utilizado o tal aparelho de infravermelhos, que para mais não serve do que para aliviar as dores de joelhos quando pratico desporto. Sim, é verdade… ando muito sedentário… e o pó acumulado por cima do aparelho (e do cinto) é prova disso.
Mas pronto… lá tenho o meu cinto de volta… mas descobri que no entretanto, a posição do furo se alterou ligeiramente.
Feira das Novas Oportunidades
Até ao próximo fim-de-semana decorre no pavilhão multiusos da cidade de Viseu a III Feira das Novas Oportunidades, ou algo que lhe valha.
A "minha" escola está devidamente representada no certame e no espaço destinado à mesma está patente uma exposição de alguns trabalhos desenvolvidos pelos "gaiatos" (ou acompanhados por eles).
Um desses trabalhos está aqui visualmente representado e tem suscitado a curiosidade de muitos transeuntes. Posso-vos dizer que o comentário que circula entre os meus "piquenos" é de que "o stor desmanchou a mesinha de cabeceira para a gente fazer este computador". Bem, ao menos vale pela originalidade, ora digam lá que não…
Voltando à feira, os meus antigos "patrões" também têm lá a sua representação (não estejam à espera que vos diga quem são… vão já perceber o motivo a seguir)... o que me levou a comentar (para dentro) o seguinte: "hummm, oportunidades, num sítio onde há o maior número de doutores por metro quadrado? Estariam melhor representados numa feira de Novos Logramentos".
E fico-me por aqui. Quem tiver oportunidade de visitar o certame, pare na “barraca” da EB2/3 de Campo de Besteiros e digam que vão da minha parte… com um pouco de sorte, ainda me lá encontram e pode ser que vos ofereça um biscoito (feitos pela colega Joana – receita da avó - muito bons por sinal)... senão, contentem-se por poderem apreciar obras de arte como a que aqui vos mostro.
Tunning
Vou ter que perder um "tempinho" a aplicar-lhe "nitro"...
Dia de avaliações
Foi dia de provar que "o crime não compensa", ou como eu digo: "só compensa quando forem ministros ou CEO's de alguma empresa pública".
Imagino que como eu, os colegas presentes, a cada "2" proferido, lá por dentro exaltavam "faça-se justiça"... "agora quem é que é stor dread ein?"... ou ainda "toma lá esta nota, já!!!".
Mas no meio de tanta "euforia" contida, lá houve uns (muito) poucos "5", outros tantos "4" e uma "porrada" de "3". No computo geral, até se safaram - cá para mim digo, pudera!!! - mas como tem que haver "contenção" nas palavras, limito-me a dar os "parabéns" aos "gaiatos".
Agora, lá vem o estágio... já se vislumbra depois da curva... e aí sim, quero ser surpreendido (espero que pela positiva) e ter a (confirmação/afirmação/constatação/percepção - riscar o que não interessa) de que os "putos", afinal (até/não - riscar o que não interessa) "interiorizaram" (alguma coisa/NADA - riscar o que não interessa).
Passado e presente
Num dos meus posts mais antigos, refiro que tenho por hábito relacionar músicas a pessoas ou eventos da minha vida. Não tenho por hábito cantarolar sempre que vejo alguém meu conhecido, ou me encaro com uma situação dessas relações... até porque seria um pouco "esquisito" ir na rua e de repente, em vez de dizer "então rapaz... há quanto tempo" começar a cantarolar o "Vai-te lixar" dos Mau Maria.
Uma coisa é certa: muitos dos meus posts reflectem o meu "estado de alma" e assim, entre uns posts mais "parvos" e outros mais "idiotas", lá vou deixando transparecer alguma coisa...
Devo referir que sou um pouco (muito) dado a (re)avaliações de acontecimentos passados, e assim, é curioso pensar "agora" na forma como (re)agi no "antes"...
Com isto tudo, tomei uma decisão: tentar deixar uma memória, sempre que possível, do que é (e futuramente foi) a minha vida.
Memória
Só agora, amigos, é que começa a "bater". Quem acompanhou a doença da minha mãe compreende o que quero dizer.
Em ano de celebração do 10º aniversário do falecimento do meu pai, aqui manifesto, por escrito, as minha eterna saudade. Não haja dúvida que "partiram" cedo demais!
Mais uma vez, quem me conhece, sabe que não é fácil "arrancar" isto de mim, mas como disse, agora começa a "bater".
Para "aprofundar" estes "sentimentos", conto com a ajuda dos meus queridos colegas de armas, os meus amigos e também família (apesar de agora distante), a quem deixo aqui o meu muito obrigado por tudo o que têm feito por mim. Um especial obrigado à Teresa, por ter estado comigo num momento muito difícil da minha vida, e pela dedicação e atenção que prestou à minha mãe. A minha gratidão será eterna. Fico feliz por podermos fomentar esta amizade.
A todos, as minhas desculpas pela mudança de "tom" deste blog, mas senti necessidade deste "desabafo".
Nova moda do Hi5
Ainda há pouco tempo comentei aqui uma "coisita" sobre o Hi5, mas penso que é necessário "aprofundar" mais o assunto.
Hoje, ao rever os meus pedidos de amizade, resolvi continuar a minha limpeza "ética" de perfis, ou seja, eliminar as minhas "amizades", digamos, "conturbadas".
Durante o processo lá fui "espreitando" algumas fotografias dos perfis e "descobri" uma nova moda no Hi5: agora, há que fazer "beicinho" nas fotos!!!
Já "passei" pela moda do olho, do cão, dos irmãos menores queridos, do High School Musical... sei lá que mais... mas esta quebra todas as barreiras do... riso.
Juro que chorei a rir com o resultado final de algumas fotos... imaginando ao mesmo tempo que os devidos "autores" deram-se àqueles "tratos" de propósito e conscientes. Jesus!
Também é verdade que já chorei a rir com as minhas próprias fotos, mas os motivos foram outros (ainda bem que quebraram o molde). Enfim...
Devo dizer que estou profundamente curioso para "descobrir" a próxima moda. Espero que o tema não seja novamente ligado a olhos, porque penso que só falta mostrarem um...
Coimbra Velha, ou velha Coimbra?
Para o efeito, tive que me levantar cedinho, mais propriamente às 7h00, o que para mim é "sacrilégio". Logo por aí, algo me dizia que o dia não iria ser famoso.
Assim, quando cheguei à oficina, na zona industrial de Coimbra, deparei-me com a constatação que, de facto, o meu calendário cerebral não anda bem: a revisão deveria ter ocorrido há dois dias.
Enfim, lá supliquei e chorei, alegando que era de muito longe e tal, e o homem lá me meteu na "lista". Contudo, como tinha aparecido lá de "surpresa", a viatura só estaria pronta lá para o final do dia. Mais uma vez supliquei e chorei, alegando desta vez que, estando na zona industrial, o que é que ficaria a fazer durante o dia todo?
A solução encontrada foi arranjar-me transporte para o centro de Coimbra... e eu lá fui. A "descarga" deu-se perto da central de camionagem, mais especificamente em frente ao stand da Kia (passe-se a publicidade). Mas por falar em publicidade, tive oportunidade de conduzir o novo Kia SOUL... e é bem porreiro... cheio de "mariquices", como por exemplo, uma câmara de ajuda ao estacionamento com o visor dissimulado no espelho retrovisor (cool).
Bem, continuando: como não tinha nada que fazer, a não ser tentar adivinhar quanto é que ia desenbolsar na revisão, decidi dar um salto até à Baixa de Coimbra.
E lá fui. Ora, sendo de Viseu, a primeira coisa que constatei ao percorrer os 300mts necessários para atingir o meu objectivo, foi que Coimbra é hoje uma cidade "velha". Isto, no que me foi possível observar, em todos os aspectos. Passo a explicar:
1) Como estamos em período de férias escolares (mesmo no ensino superior), a ausência dos estudantes revelou uma população envelhecida;
2) Ao percorrer a extensão da Baixa deparei-me com uma série de pedintes e outros que, não sendo pedintes, demonstravam ser de um extrato social "marginal". O que me leva a dizer que, à excepção de Lisboa e Porto, no Portugal catalogado por Pedro Duarte, Coimbra aparece em terceiro lugar, no que concerne ao número de "vagabundos" por metro quadrado;
3) Por último, a cidade em si, e mais uma vez, comparativamente a outras cidades do meu "catálogo", está de facto velha: ruas, habitações, etc, fazendo apenas a ressalva ao jardim em frente ao Mondego, que me pareceu "actual". Claro está que deixo de parte os toques de "modernismo" representados por Fóruns e afins... ahhh, e claro está, a "famosa" ponte moderna.
Assim, vim de lá "mal" surpreendido com a cidade, já que tinha na ideia que a "massa estudantil" pudesse ter originado outro tipo de "investimentos" na cidade, que não o famoso e "badalado" parque da queima, ou lá como se chama aquele espaço de terra.
Uma coisa é certa, Coimbra mantém a fama de ter das melhores queimas das fitas a nível nacional. Que o diga o Quim Barreiros, que nunca mais lá quer meter os pés.
P.S. como devem imaginar, devido à hora a que publico este post, lá consegui, com toda a choradeira, antecipar a revisão do meu veículo automotor. Contudo, a choradeira continuou por mais uns (largos) instantes, iniciando novamente a mesma logo a seguir a me terem apresentado a devida conta.
A juventude e os remendos
Não querendo retirar brilhantismo ao trabalho elaborado, resumo o mesmo à seguinte frase: hoje, o endividamento dos pais já não se traduz em créditos à habitação ou férias em Bora Bora, mas sim em créditos para realização de cirurgias plásticas... para os filhos adolescentes!!!
Pois é... o aumento da "bagagem" feminina já não se produz aos 20 e tais ou trinta e tais anos de idade... ou por aí fora... mas sim aos 15, 14... sei lá... entre 10 e 18, escolham um número. Poderá se dizer que hoje em dia, as filhas competem directamente com as "mãezinhas"... e isto só para dar um exemplo das intervenções "operadas".
Claro está que poderá haver muitas intervenções cirúrgicas que devem ser encaradas como necessárias, ou melhor, justificáveis, mas devo dizer que, na minha modesta opinião, a grande maioria resumem-se a pura vaidade. Vaidade essa "imposta" socialmente pelos media, colegas, psicólogos, etc.
Para justificar a minha opinião "socorro-me" dos perfis dos "gaiatos" e "gaiatas", meus "amigos" na rede social Hi5. Uma rápida olhadela evidencia logo o cuidado com as "panorâmicas", "poses", etc. E o resto, observa-se nos comentários deixados às devidas "poses". Isto tudo, "adolescentemente" falando.
Claro está que poderá o comum dos mortais dizer que o mesmo acontece com os "velhos" e que estes evidenciam comportamentos semelhantes. Claro que sim, facto incontestável. Igualmente incontestável é o facto de que, para conduzir, é necessário o 9º ano de escolaridade e idade mínima de 18 anos. Sem esses requisitos, um acto deliberado de condução em via pública passa a ser considerado punível por lei.
Com isto quero dizer que a sociedade impôs que, para se poder exercer, usufruir ou aceder a determinados "bens", "serviços" ou "direitos", tem que se reunir um conjunto de pressupostos ou condições. Sem que os mesmos se cumpram ou se verifiquem, é assim negado o acesso. Ou seja, com 16 anos, não posso simplesmente apelar a um "capricho" para que me seja concedida a carta de condução.
Assim, "esteticamente" falando, sou da modesta opinião que, ao permitirmos todas estas "correcções" juvenis, estamos a "fabricar" uma nova raça ariana, mas que, ao contrário da visionada por Hitler, esta apenas atinge a "perfeição" no exterior.
No outro dia, à conversa com um amigo, comentávamos que "... o decote das filhas já ultrapassa o das mães...". Bem verdade!!!
Mudando a conversa para o "balneário", todos nós temos um pouco de "gabalorice" dentro de nós. Senão vejamos: é comum os homens "apreciarem" os atributos dos seus pares e conformarem-se logo em seguida com o que Deus lhes deu. Uns sairão a "sorrir" da comparação, outros nem por isso.
Assim, haverá os que dizem "...com isto até parto nozes..." e outros haverá que exclamam "...com isto até parto côcos...". Imagine-se agora a cena no feminino e temos: "...com isto consigo um que parte côcos..." ou então "... com isto consigo um que parte nozes, ou então vou ao Totta...".
O preocupante é que estes comentários começam a surgir desde cedo, logo após descobrirem que os respectivos não servem apenas para fazer xixi, como dizia um grande amigo meu.
Entretanto, vai-se esperando pela próxima reportagem... a ver o que virá aí a seguir...
Responsabilidade
já há algum tempo que não escrevo aqui no meu blog, mas hoje aconteceu-me uma coisa tão surreal, que tenho que "desabafar" e deixar a memória por escrito.
Poupo-vos o sacrifício de lerem o meu relato pormenorizado do sucedido, mas interessa reter que o tal evento despertou em mim um sentido de impotência tremendo por me ver impossibilitado de "fazer diferente".
Passo a explicar: já em post's anteriores referi a minha insatisfação com o "estado de sítio" da educação, que transformou a nobre actividade de leccionar numa "coisa" ingrata, ou melhor, numa ocupação de tempos livres. Hoje tive a noção que assim é... e que pouco posso fazer contra o "sistema".
Hoje em dia mais se não faz do que entreter os "gaiatos", já que as estimadas "criaturas", desprovidas de inteligência (somos nós, sociedade, que lhes atribuímos esse rótulo) têm a liberdade de fazer o que querem e que bem lhes apeteça, já que qualquer "desvio" é logo justificado e oficialmente tomado como "normal para a idade".
Desengane-se a "nobre alma" que pense que haverá solução para isto, já que o rácio de psicólogos por jovem inviabiliza qualquer tentativa de mudança de rumo... se não lhes apetece ir às aulas é porque vivem sobre stress, se insultam os professores e colegas é porque necessitam de expressar as suas opiniões, se são pais aos 14 anos é porque "o amor na juventude tem que ser explorado sem tabus"... enfim!!!
Mais, todos nós estamos a contribuir para este "estado de sítio". Senão vejamos:
P: O que fazer quando aumenta brutalmente a natalidade entre os jovens?
R: Despenaliza-se o aborto (mais fácil e mais "barato").
P: O que fazer para evitar o absentismo e/ou abandono escolar?
R: Retira-se a penalização (reprovação) por limite de faltas (assim, não se tem que justificar presenças - ou a falta de).
P: O que se faz quando diariamente vêm a notícia novos episódios de violência escolar?
R: O toque "Dá-me o telemóvel já" vende-se aos milhares.
P: O que fazer quando os alunos demonstram desinteresse pelo estudo?
R1: Promovem-se novos modelos de formação "adequados" às suas "capacidades" (e claro, devidamente financiados).
R2: Distribuem-se computadores portáteis à "mão cheia".
Enfim, poderia dar mais "meia dúzia" de exemplos, mas penso que todos compreenderão neste momento a minha insatisfação com o "estado na Nação".
Para "colorir" este post vou-vos contar uma coisa que se sucedeu comigo: recentemente fui presenteado com uma declaração de amor de uma aluna (que por acaso, nem pertence a nenhuma das minhas turmas)... claro que desde logo achei normal, já que os meus cabelos loiros e as por demais evidentes parecenças com o Brad Pitt facilmente justificam qualquer iniciativa deste género. De referir que na dita declaração, a aluna em causa, além de me tratar por "tu", fazia uma referência a uns "ciganos" que vivem num hotel em Tokio.
Escusado será dizer que, além de ignorar tal "afronta", considerada pelos psicólogos dos Morangos com Açúcar de normal e "salutar", desde logo informei quem de direito do sucedido (não vá o Diabo tecê-las)... mas fora isso, pouco posso fazer, pois de outro modo posso ser acusado de mil e uma coisas... menos de "educador"...
Devo dizer que considero normais as "paixonetas" adolescentes... e então por "figuras" mais velhas... pronto... dá-se o tal de desconto. Mas já não considero tão normal os ditos bilhetes e outro tipo de referências mais directas... algo se passa na sociedade e que leva os "gaiatos" a assumir estes comportamentos como naturais...
Por último, devo também dizer que (in)felizmente sempre cultivei uma boa relação com os meus alunos... e orgulho-me de acompanhar o percurso de alguns, fomentando, à posteriori, algum grau de amizade... talvez por isso é que me entristeça mais com estas "mudanças"... e por ter a noção que nada posso fazer para alterar o rumo do barco...
Objectivos Individuais
Muitos já devem estar saturados de tantos episódios, ainda por cima quando presentemente não é possível vislumbrar um final. Também é certo que neste "enredo" há vários vilões (ou candidatos a...) e só lamento terem-se esquecido do par romântico... sempre animava um pouco a "coisa"... mas não me parece que mais para a frente se descubra que afinal, Maria de Lurdes Rodrigues e Mário Nogueira são de facto amantes e vivem intensamente uma vida dupla.
Nesta fase da novela, há que entregar objectivos individuais que, na minha modesta opinião, nada dizem sobre o trabalho docente: primeiro, porque em muitos casos, uns há que se limitam a copiar outros (entenda-se, objectivos) e segundo, porque objectivamente, há coisas que não dá para objectivar... ou por outra, à partida já se sabe que faz parte da "função" docente, não sendo (devendo ser) necessário deixar isso em testamento.
Devo dizer que entreguei os meus... não por concordar com o "guião" da novela, mas simplesmente porque, caso não o fizesse, perderia (pelo menos assim o anunciam) o meu sustento financeiro, ou seja, perderia o direito de concorrer mais um ano a "figurante".
Digo também que reconheço que, realmente, avaliar é necessário, mas deveria o processo começar por tentar arranjar pontos objectivos passíveis de serem avaliados, tornando o processo uniforme em todo o universo escolar, logo, mais justo. Assim, não perderiam as escolas tempo infinito a "esmiuçar" a actividade docente com preciosismos de, não tarda muito, até de indumentária.
Reconhece-se também que (in)felizmente também haverá colegas que no fundo, não querem mesmo ser avaliados: "queremos avaliação, mas esta não" é um argumento "fraco" e mais depressa aplicável a ter sido proferido pelo nosso Primeiro Ministro, que tem por hábito o de mandar o povo à m*rda, sendo que este, como já anteriormente referi, fica ansioso por iniciar a viagem. Basta referir, por exemplo, o relatório "forjado" referente ao 1º ciclo... impressiona mais uma vez, infelizmente, pela negativa!!! Impressiona ainda mais o facto de, perante isto, nada (ou muito pouco) podermos fazer: andamos tão "distraídos" com a crise que deixamos passar em claro essas desonestidades.
Veremos o que o futuro nos reserva e quantos mais episódios haverá. Deixo aqui uma sugestão: contratem o Nicolau Breyner para realizador, que pelo menos assim teremos direito a ver "maminhas", mesmo que o contrato não nos agrade :)
Descubra as diferenças
Situação: O fim das férias.
Ano 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana
puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia
seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e
caganeira.
Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1978:
Não se passa nada.
Ano 2008:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim
que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer
uma fisga.
Ano 1978:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a
sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta
da escola.
Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas .
Ano 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar,
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste
em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal,
mesmo debaixo de chuva.
Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os
colegas.
Ano 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não
interrompe mais.
Ano 2008:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno
incapacitado.
Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um
cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante
meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A
sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria
abraça-o para o consolar.
Ano 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em
terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por
trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia
de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de
um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e
do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de
propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.
Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter
chamado 'chocolate' ao outro .
Ano 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa.
Amanhã são colegas.
Ano 2008:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a
averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens
problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a
respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.
Ano 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao
chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008 :
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
desculpa e compra-te uma Playstation 3.
Futuro
Posso dizer com franqueza que nunca me considerei uma pessoa muito optimista, já que sigo a filosofia de que "um pessimista é um optimista instruído". Se bem que também não me considero um pessimista a 100%: fico-me pelos 90% (ainda há esperança)! Continuo a ter fé de que o benfica vai ganhar o campeonato!!!
Agora, seria bom ou mau nós sabermos à partida o que nos reserva o dia de amanhã? Partindo do princípio de que isso seria possível, tornar a vida tão "previsível" por antecipação de eventos tornar-se-ia monótono e perigoso. Toda a gente o diz e com razão!!!
É certo que todos nós, em algum momento na nossa vida, somos confrontados com algum tipo de "dejá vu" (acho que é assim que se escreve - francês não é o meu forte). A ciência trata logo de nos explicar que isso deve-se a uma "falha no cérebro" que provoca uma "velocidade de processamento" diferente entre cortex cerebral e visão (penso que é isso). Bem, eu cá preferia não pensar que a minha máquina tem mais esse "bug".
Acreditando em "dejá vu's" todos nós teríamos incorporado um "professor Katinga" no software orgânico... só não dá é para fazer negócio disso. Mais, isso implicaria que, provavelmente, a nossa vida já estaria "pré-programada". Triste notícia!!! Isto porque eu, apesar de todo o pessimismo, ainda acredito que é possível absorver alguma felicidade da vida... e saber o que nos espera, a meu ver, estraga a emoção.
Inverno à antiga
Mais importante ainda, um destes Invernos que nos concede o prazer de ver nevar em Viseu.
É certo que a neve é chata e o frio, nem se fala! É mais fácil segurar uns óculos de sol nos suportes laterais, vulgo orelhas, do que segurar com uma mão o guarda-chuva e com a outra o voucheur da agência de viagens e ir sonhando com sítios mais "summer friendly".
Recordo-me que por alturas do último grande nevão (1997-98, não sei ao certo) andava eu em viagem. Tinha ido, juntamente com uns colegas, exteriorizar a sabedoria para uma folha de papel, ou seja, tinha ido fazer um exame ao Porto (sim, adivinharam: exame escrito). Tivémos o prazer de "confraternizar" com uma camada branca de água já a caminho de Viseu, no antigo IP5. Um pouco à frente e um pouco antes, um camião teve o mesmo prazer, mas resolveu "festejar o encontro" perpendicularmente, ou seja, atravessou-se na estrada. Essa pequena celebração forçou-nos a prosseguir viagem pela antiga estrada de S. Pedro do Sul. O "espectáculo" foi... espectacular... e devidamente observado, como devem imaginar, em marcha lenta... sem grandes pressas. Até porque o tal espectáculo da Natureza nos proporcionou alguns obstáculos espalhados pelo trajecto, tornando a "prova" mais difícil.
Relembro esses tempos com saudade... nostalgia portanto! Relembro o (já) velho carro do meu pai: mercedes 220D, que, curiosamente nesse dia, revelou-se um verdadeiro "carro de corrida". Passo a explicar: o que falta contar desta viagem prende-se com a "prova" que antecedeu a chegada ao IP5. De facto, quando saímos do Porto (após o massacre escrito e uma rápida jantarada no... MCDonald's) dirigiamos-nos calmamente a Viseu quando alguém (não me acuso) teve uma daquelas dores de barriga XL, que obrigatoriamente resulta numa "expulsão rápida dos demónios". Ora, acontece que, sendo que isso se proporcionou já na A1, a única hipótese de "expulsão" dos ditos cujos estava a 30 e tal kms mais à frente, ou seja, na estação de serviço que antecede a saída para o IP5. Uma solução intermédia não era viável, já que chovia e, salvo seja, é preferível antes segurar o tal voucheur na outra mão, do que um rolo de papel higiénico (ou o que houvesse). Assim, o maravilhoso mercedes 220D nunca andou tão depressa... e nunca os meus colegas estiveram tão pálidos.
Após a necessária "pausa" na estação de serviço lá prosseguimos viagem, com menos uma "bagagem", em direcção ao espectáculo branco e à nossa terrinha, Viseu.
Enfim, um episódio deveras peculiar... daqueles que espero contar aos meus filhos... ou sobrinhos, logo se vê.
Entretanto, cá vamos batendo o dente, ansiosos por dias mais "alegres", mas maravilhados por ver novamente nevar em Viseu (pelo menos eu).
Down the drain
Escusado será dizer que, em relação à "nossa" expressão, podemos argumentar que, batendo no chão, as duas possibilidades são: permanecer com a bochecha colada ao mosaico da cozinha, ou então, "put some strength on the knees" e toca a levantar!!! Ou seja, resumimos as nossas possibilidades a duas: ficar no chão, ou não!
Já em relação à expressão "americanada", muito se pode dissertar sobre as possibilidades. Debruço-me mais sobre uma específica: sendo claro que do "drain" vamos para o saneamento público (na maioria dos casos), o que poderá acontecer de seguida? Uma rápida análise sugere que ficamos no meio da m*rda, ou seja, a nossa situação não evolui muito. Se bem que depois somos sujeitos a alguma espécie de tratamento, de modo a podermos ser "despejados" em campos de cultivo e afins, isso também implica que esse processo requeira algum tipo de "limpeza", eliminando as impurezas. Partindo do pressuposto que não nos consideramos impurezas, somos de novo aproveitados para dar vida a "plantinhas", milho ou batatas (não sei qual delas prefiro).
A meu ver, pode-se assim concluir que, "à portuguesa", dependemos apenas de nós próprios para descolarmos do chão frio, enquanto que "à americana", teremos sempre que ser sujeitos a uma espécie de "intervenção social", que se resume a "limpar a m*rda da sociedade".
Assim, devido aos recentes eventos que assolaram o Monte Salvado, mais propriamente a minha casa, sinto-me um bocado americanado, logo, a precisar de um empurrão social, ou se preferirem, limpeza... já que os meus joelhos estão um pouco fracos!