sexta-feira, janeiro 23, 2009

postheadericon Inverno à antiga

Já não tenho memória de um Inverno assim! Destes que gelam os ossos e molham a careca (para quem, como eu, já a começa a revelar).
Mais importante ainda, um destes Invernos que nos concede o prazer de ver nevar em Viseu.
É certo que a neve é chata e o frio, nem se fala! É mais fácil segurar uns óculos de sol nos suportes laterais, vulgo orelhas, do que segurar com uma mão o guarda-chuva e com a outra o voucheur da agência de viagens e ir sonhando com sítios mais "summer friendly".
Recordo-me que por alturas do último grande nevão (1997-98, não sei ao certo) andava eu em viagem. Tinha ido, juntamente com uns colegas, exteriorizar a sabedoria para uma folha de papel, ou seja, tinha ido fazer um exame ao Porto (sim, adivinharam: exame escrito). Tivémos o prazer de "confraternizar" com uma camada branca de água já a caminho de Viseu, no antigo IP5. Um pouco à frente e um pouco antes, um camião teve o mesmo prazer, mas resolveu "festejar o encontro" perpendicularmente, ou seja, atravessou-se na estrada. Essa pequena celebração forçou-nos a prosseguir viagem pela antiga estrada de S. Pedro do Sul. O "espectáculo" foi... espectacular... e devidamente observado, como devem imaginar, em marcha lenta... sem grandes pressas. Até porque o tal espectáculo da Natureza nos proporcionou alguns obstáculos espalhados pelo trajecto, tornando a "prova" mais difícil.
Relembro esses tempos com saudade... nostalgia portanto! Relembro o (já) velho carro do meu pai: mercedes 220D, que, curiosamente nesse dia, revelou-se um verdadeiro "carro de corrida". Passo a explicar: o que falta contar desta viagem prende-se com a "prova" que antecedeu a chegada ao IP5. De facto, quando saímos do Porto (após o massacre escrito e uma rápida jantarada no... MCDonald's) dirigiamos-nos calmamente a Viseu quando alguém (não me acuso) teve uma daquelas dores de barriga XL, que obrigatoriamente resulta numa "expulsão rápida dos demónios". Ora, acontece que, sendo que isso se proporcionou já na A1, a única hipótese de "expulsão" dos ditos cujos estava a 30 e tal kms mais à frente, ou seja, na estação de serviço que antecede a saída para o IP5. Uma solução intermédia não era viável, já que chovia e, salvo seja, é preferível antes segurar o tal voucheur na outra mão, do que um rolo de papel higiénico (ou o que houvesse). Assim, o maravilhoso mercedes 220D nunca andou tão depressa... e nunca os meus colegas estiveram tão pálidos.
Após a necessária "pausa" na estação de serviço lá prosseguimos viagem, com menos uma "bagagem", em direcção ao espectáculo branco e à nossa terrinha, Viseu.
Enfim, um episódio deveras peculiar... daqueles que espero contar aos meus filhos... ou sobrinhos, logo se vê.
Entretanto, cá vamos batendo o dente, ansiosos por dias mais "alegres", mas maravilhados por ver novamente nevar em Viseu (pelo menos eu).

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