sábado, outubro 17, 2009

postheadericon Eleições e afins

Como se já não bastassem as três "provas" de "dever democrático" a que estivemos "obrigados" este ano, eis que na passada Segunda-feira cheguei à escola... e mais uma campanha!!! Desta vez, para a Associação de Estudantes.
Ignorando-se a devida dimensão de cada uma das ditas, devo dizer que, tal como das outras vezes, o meu interesse ia diminuindo à medida que me ia aproximando e assim constatando que a única coisa perceptível era o ruído produzido por tal agitação e "sublimação" de votos.
Devo dizer que no meu tempo, as listas mais capazes, quanto muito distribuíam uns "flyers" produzidos "à maneira" e pouco mais. Hoje em dia temos tal produção audiovisual, que o comum dos mortais seria levado a pensar que estaria um partido político ali em campanha. Ou isso ou uma festa de promoção de uma qualquer "girls night" da discoteca Hangar. São parecidos! Se bem que pensando melhor, nunca vi uma promoção à Hangar no Mercado Municipal.
Não estão lá os partidos, mas suspeito que esteja pelo menos o dinheiro deles, em concordância com as pessoas e colegas com quem me atrevi a comentar tal "coisa" que estava a presenciar.
Se assim é, (muito) mal empregado o dinheiro, já que a "campanha" apenas se podia realizar nos intervalos, com a música devidamente uns decibéis acima do limiar da surdez, "pitas" e "pitos" em cima do palco aos saltos, sendo que elas, pareceu-me, que estavam mais "acaloradas" que os "pitos" (deve ser do género - estrogéneo e tal) e para colmatar, "soundbytes" ao estilo juvenil, sendo o que mais me cativou o seguinte: "vota J c*r*lhoooooooo".
Deve ter sido por isso que no final do dia adoeci, incharam-se-me as amígdalas (deve ter sido efeito do som), febre qb, restantes sintomas de gripe (felizmente só foi a gripe A/C) e cá estou eu a recuperar, lentamente, de tal "abalo".
Como dado adicional e um pouco à margem do tema, devo dizer que estou prestes a desistir definitivamente dos médicos de família para diagnóstico de doenças. Senão vejamos:
1) Tudo começou na Terça-feira de madrugada, quando liguei para a linha Saúde 24, como nos mandam fazer, só para descobrir que a pessoa que me atendeu estava com mais sono que eu;
2) Mesmo após informar a "profissional" que a febre estava a subir à razão de enfiar o termómetro debaixo do braço e de que morava sozinho e que assim era perigoso deslocar-me, a "profissional" aconselhou-me a deixar de tomar a única coisa que me estava a manter lúcido o suficiente para ter efectuado aquela chamada (antigripine), durante um período de 18 horas e depois para me dirigir ao centro de saúde (lá deve ter pensado que eu morava ao lado do mesmo);
3) Assim fiz e por volta das 18 horas lá estava eu no dito-cujo, onde fui submetido a uma "triagem" e onde descobri que a gripe não era a A (era outra letra qualquer do alfabeto), mas que à custa da deslocação pelos meus próprios meios e à falta de antigripine, a febre tomava um caminho inverso ao das taxas de juro na zona euro;
4) Quando finalmente após esse "processo" fui "presente a julgamento" à minha médica e após a (re)lembrar das minhas (conhecidas) alergias, constato que se não fosse a médica assistente ao lado, tinha trazido para casa supositórios (imagino que ao menos deveriam ser para a mesma coisa, mas menos agradáveis de "tomar") e metade da dosagem recomendada de um dos medicamentos para o meu "estado de graça";
5) Finalmente, devo dizer que sou um privilegiado por ter amigos "influentes" já que para cúmulo dos cúmulos, não tive "direito" a um anti-inflamatório e assim no dia seguinte tinha "apenas" uma pequena abertura por onde passava a muito custo a pouca comida que consegui meter à boca nestes dias, pois o resto eram amígdalas.
Enfim... duas coisas "giras" que me aconteceram esta semana... outras há menos giras, mas essas guardo-as para o meu blog orgânico...

P.S. foi engraçado observar a reacção da funcionária, quando cheguei ao balcão e referi que tinha febre e sintomas de gripe...

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