segunda-feira, outubro 26, 2009
Serviço lectivo
segunda-feira, outubro 26, 2009 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Bem, já passaram umas semanas, pelo que já posso "desabafar" o que me vai na alma, em relação aos "meninos" que me calharam na rifa para este ano.
Se bem que já tendo leccionado em Lisboa, fora essa experiência nunca tinha dado aulas a meninos da cidade. A bem da verdade, pode-se dizer que na capital não eram bem meninos da cidade: na sua maioria eram pequenos "marginais".
Assim, devo dizer que prefiro sem dúvida alguma a aldeia. Não que a educação dos "gaiatos" varie muito, mas pelo menos têm menos "peneiras" (e menos recursos para tal). Bem, se calhar a educação até varia um pouco: alguns pais da aldeia acabam por saber bem o que têm em casa. Na cidade, pelo que me apercebo, os "paizinhos" pensam que o céu desceu à terra e se concentrou em 1,75m de puberdade.
Devo dizer que nunca vi tamanha "produção" aplicada na diferenciação. Hoje em dia esta juventude só se afirma pela diferença e ao contrário do meu tempo, a diferenciação não está no interior do osso craniano, mas sim no trabalho exterior de "tunning" operado no mesmo e na periferia (isto para falar apenas no que está à mostra - só posso imaginar o resto). Assim, existem verdadeiras "obras de arte" ambulantes (arte rocócó). Ele é piercings por todo o lado, pinturas à trincha, roupas reveladoras, começando cedo a atrair um determinado tipo de "clientes". Isto mais no feminino, o que não quer dizer que não haja "tunning" no sexo oposto, mas pelo que vi até agora, parece-me que se restringem mais aos fumos do tubo de escape... mas parece que o fumo primeiro tem que ser inalado para depois ser expelido...
Impressionante é verificar o à vontade com que operam tamanhas "revoluções estéticas", com o devido aval dos papás... os mesmos que depois se admiram que as filhas engravidam com beijinhos, ou que a caixa de preservativos que ofereceram aos "gaiatos" ficou esquecida no mesmo sítio onde ficaram os livros escolares.
Enfim, alguém que ponha travão neste escalar de anarquistas. Por este andar, qualquer dia não há limites ou barreiras... aliás, o limite é a imaginação.
Enfim, acabei por me desviar um pouco da "estrada", mas deixo a "educação" dos meninos para uma próxima... vou entretanto absorvendo mais um pouco do "dialecto" da "espécie".
Se bem que já tendo leccionado em Lisboa, fora essa experiência nunca tinha dado aulas a meninos da cidade. A bem da verdade, pode-se dizer que na capital não eram bem meninos da cidade: na sua maioria eram pequenos "marginais".
Assim, devo dizer que prefiro sem dúvida alguma a aldeia. Não que a educação dos "gaiatos" varie muito, mas pelo menos têm menos "peneiras" (e menos recursos para tal). Bem, se calhar a educação até varia um pouco: alguns pais da aldeia acabam por saber bem o que têm em casa. Na cidade, pelo que me apercebo, os "paizinhos" pensam que o céu desceu à terra e se concentrou em 1,75m de puberdade.
Devo dizer que nunca vi tamanha "produção" aplicada na diferenciação. Hoje em dia esta juventude só se afirma pela diferença e ao contrário do meu tempo, a diferenciação não está no interior do osso craniano, mas sim no trabalho exterior de "tunning" operado no mesmo e na periferia (isto para falar apenas no que está à mostra - só posso imaginar o resto). Assim, existem verdadeiras "obras de arte" ambulantes (arte rocócó). Ele é piercings por todo o lado, pinturas à trincha, roupas reveladoras, começando cedo a atrair um determinado tipo de "clientes". Isto mais no feminino, o que não quer dizer que não haja "tunning" no sexo oposto, mas pelo que vi até agora, parece-me que se restringem mais aos fumos do tubo de escape... mas parece que o fumo primeiro tem que ser inalado para depois ser expelido...
Impressionante é verificar o à vontade com que operam tamanhas "revoluções estéticas", com o devido aval dos papás... os mesmos que depois se admiram que as filhas engravidam com beijinhos, ou que a caixa de preservativos que ofereceram aos "gaiatos" ficou esquecida no mesmo sítio onde ficaram os livros escolares.
Enfim, alguém que ponha travão neste escalar de anarquistas. Por este andar, qualquer dia não há limites ou barreiras... aliás, o limite é a imaginação.
Enfim, acabei por me desviar um pouco da "estrada", mas deixo a "educação" dos meninos para uma próxima... vou entretanto absorvendo mais um pouco do "dialecto" da "espécie".
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