quarta-feira, abril 08, 2009
A juventude e os remendos
quarta-feira, abril 08, 2009 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Se ainda há quem esteja convencido que só os "kotas" é que têm acesso à cirurgia plástica, deveria ter visto a reportagem de há dias, transmitida, salvo erro, pela SIC.
Não querendo retirar brilhantismo ao trabalho elaborado, resumo o mesmo à seguinte frase: hoje, o endividamento dos pais já não se traduz em créditos à habitação ou férias em Bora Bora, mas sim em créditos para realização de cirurgias plásticas... para os filhos adolescentes!!!
Pois é... o aumento da "bagagem" feminina já não se produz aos 20 e tais ou trinta e tais anos de idade... ou por aí fora... mas sim aos 15, 14... sei lá... entre 10 e 18, escolham um número. Poderá se dizer que hoje em dia, as filhas competem directamente com as "mãezinhas"... e isto só para dar um exemplo das intervenções "operadas".
Claro está que poderá haver muitas intervenções cirúrgicas que devem ser encaradas como necessárias, ou melhor, justificáveis, mas devo dizer que, na minha modesta opinião, a grande maioria resumem-se a pura vaidade. Vaidade essa "imposta" socialmente pelos media, colegas, psicólogos, etc.
Para justificar a minha opinião "socorro-me" dos perfis dos "gaiatos" e "gaiatas", meus "amigos" na rede social Hi5. Uma rápida olhadela evidencia logo o cuidado com as "panorâmicas", "poses", etc. E o resto, observa-se nos comentários deixados às devidas "poses". Isto tudo, "adolescentemente" falando.
Claro está que poderá o comum dos mortais dizer que o mesmo acontece com os "velhos" e que estes evidenciam comportamentos semelhantes. Claro que sim, facto incontestável. Igualmente incontestável é o facto de que, para conduzir, é necessário o 9º ano de escolaridade e idade mínima de 18 anos. Sem esses requisitos, um acto deliberado de condução em via pública passa a ser considerado punível por lei.
Com isto quero dizer que a sociedade impôs que, para se poder exercer, usufruir ou aceder a determinados "bens", "serviços" ou "direitos", tem que se reunir um conjunto de pressupostos ou condições. Sem que os mesmos se cumpram ou se verifiquem, é assim negado o acesso. Ou seja, com 16 anos, não posso simplesmente apelar a um "capricho" para que me seja concedida a carta de condução.
Assim, "esteticamente" falando, sou da modesta opinião que, ao permitirmos todas estas "correcções" juvenis, estamos a "fabricar" uma nova raça ariana, mas que, ao contrário da visionada por Hitler, esta apenas atinge a "perfeição" no exterior.
No outro dia, à conversa com um amigo, comentávamos que "... o decote das filhas já ultrapassa o das mães...". Bem verdade!!!
Mudando a conversa para o "balneário", todos nós temos um pouco de "gabalorice" dentro de nós. Senão vejamos: é comum os homens "apreciarem" os atributos dos seus pares e conformarem-se logo em seguida com o que Deus lhes deu. Uns sairão a "sorrir" da comparação, outros nem por isso.
Assim, haverá os que dizem "...com isto até parto nozes..." e outros haverá que exclamam "...com isto até parto côcos...". Imagine-se agora a cena no feminino e temos: "...com isto consigo um que parte côcos..." ou então "... com isto consigo um que parte nozes, ou então vou ao Totta...".
O preocupante é que estes comentários começam a surgir desde cedo, logo após descobrirem que os respectivos não servem apenas para fazer xixi, como dizia um grande amigo meu.
Entretanto, vai-se esperando pela próxima reportagem... a ver o que virá aí a seguir...
Não querendo retirar brilhantismo ao trabalho elaborado, resumo o mesmo à seguinte frase: hoje, o endividamento dos pais já não se traduz em créditos à habitação ou férias em Bora Bora, mas sim em créditos para realização de cirurgias plásticas... para os filhos adolescentes!!!
Pois é... o aumento da "bagagem" feminina já não se produz aos 20 e tais ou trinta e tais anos de idade... ou por aí fora... mas sim aos 15, 14... sei lá... entre 10 e 18, escolham um número. Poderá se dizer que hoje em dia, as filhas competem directamente com as "mãezinhas"... e isto só para dar um exemplo das intervenções "operadas".
Claro está que poderá haver muitas intervenções cirúrgicas que devem ser encaradas como necessárias, ou melhor, justificáveis, mas devo dizer que, na minha modesta opinião, a grande maioria resumem-se a pura vaidade. Vaidade essa "imposta" socialmente pelos media, colegas, psicólogos, etc.
Para justificar a minha opinião "socorro-me" dos perfis dos "gaiatos" e "gaiatas", meus "amigos" na rede social Hi5. Uma rápida olhadela evidencia logo o cuidado com as "panorâmicas", "poses", etc. E o resto, observa-se nos comentários deixados às devidas "poses". Isto tudo, "adolescentemente" falando.
Claro está que poderá o comum dos mortais dizer que o mesmo acontece com os "velhos" e que estes evidenciam comportamentos semelhantes. Claro que sim, facto incontestável. Igualmente incontestável é o facto de que, para conduzir, é necessário o 9º ano de escolaridade e idade mínima de 18 anos. Sem esses requisitos, um acto deliberado de condução em via pública passa a ser considerado punível por lei.
Com isto quero dizer que a sociedade impôs que, para se poder exercer, usufruir ou aceder a determinados "bens", "serviços" ou "direitos", tem que se reunir um conjunto de pressupostos ou condições. Sem que os mesmos se cumpram ou se verifiquem, é assim negado o acesso. Ou seja, com 16 anos, não posso simplesmente apelar a um "capricho" para que me seja concedida a carta de condução.
Assim, "esteticamente" falando, sou da modesta opinião que, ao permitirmos todas estas "correcções" juvenis, estamos a "fabricar" uma nova raça ariana, mas que, ao contrário da visionada por Hitler, esta apenas atinge a "perfeição" no exterior.
No outro dia, à conversa com um amigo, comentávamos que "... o decote das filhas já ultrapassa o das mães...". Bem verdade!!!
Mudando a conversa para o "balneário", todos nós temos um pouco de "gabalorice" dentro de nós. Senão vejamos: é comum os homens "apreciarem" os atributos dos seus pares e conformarem-se logo em seguida com o que Deus lhes deu. Uns sairão a "sorrir" da comparação, outros nem por isso.
Assim, haverá os que dizem "...com isto até parto nozes..." e outros haverá que exclamam "...com isto até parto côcos...". Imagine-se agora a cena no feminino e temos: "...com isto consigo um que parte côcos..." ou então "... com isto consigo um que parte nozes, ou então vou ao Totta...".
O preocupante é que estes comentários começam a surgir desde cedo, logo após descobrirem que os respectivos não servem apenas para fazer xixi, como dizia um grande amigo meu.
Entretanto, vai-se esperando pela próxima reportagem... a ver o que virá aí a seguir...
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