quinta-feira, maio 11, 2006
As aventuras de pharapuso - as viagens
quinta-feira, maio 11, 2006 | Publicada por
Pedro Duarte |
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Vinha eu hoje no machibombo (que é como quem diz, autocarro), em direcção à minha terrinha (Viseu), sozinho na fila de bancos, quando sou interpolado por uma senhora (já de uma certa idade) que se queria sentar ao meu lado... em princípio, desconfiei (será que a velha me vai falar do fim do Mundo?), depois, pensei que fosse amor à primeira vista (mas como nem com velhas tenho sorte, meti logo de parte essa possibilidade - senão, aquilo é que ia ser uma viagem!), para finalmente me aperceber que a senhora (velha), enjoava lá para trás... e queria assim um lugar mais à frente... resta dizer que fui eu o companheiro de viagem eleito!!!
Isto a propósito de quê? A propósito de quem nos calha na "rifa" e que, por umas breves horas se senta ao nosso lado, muitas vezes contra a vontade (não se aplica ao meu caso, já que até senhoras de idade querem a minha companhia), nestas viagens, infelizmente necessárias.
Já tive a sorte de algumas vezes calhar ao lado de umas raparigas ditas "boascomómilho"... e nem é preciso dizer o que nos passa pela cabeça nessas alturas (chicotes e outros brinquedos), mas o bom senso impele-nos a encolhermo-nos todos, para não dar a sensação que nos estamos a atirar à menina (uma rapariga contava-me que um moço, numa dessas viagens, passou a mão na perna da amiga... porventura, digo eu, para saber se ela utilizava daqueles produtos novos que eliminam todo e qualquer vestígio de pelagem por uns tempos - mas claro que foi logo mal interpretado... coitado) ... mas, a maior parte das vezes, não tenho sorte nenhuma (vá-se lá saber porquê - se voltássemos às probabilidades... e vendo o "gado" que habitualmente povoa os autocarros, calhar com uma "gaja boa" é como ganhar um três no totoloto - então, o tal de amor à primeira vista, corresponderá a um seis - e eu nunca tive mais do que um três no totoloto). Isso não quer dizer que as viagens sejam desinteressantes por causa disso... apenas menos coloridas (há-de haver muita gente que, ao ler isto deve pensar: "este gajo é um depravado", mas quem me conhece sabe que não... se bem que fica no ar aquela pergunta: "Mas afinal, quem é que este gajo conhece?")!
Há uns tempos, por exemplo, vinha ao meu lado um funcionário judicial, também ele do Norte e a ver-se obrigado a prestar serviço no Texas (para quem ainda não tenha reparado em comentários anteriores, Texas=Lisboa). Se bem que no final da viagem eu só desejava que aparecesse um dos protagonistas dos Man In Black para me apagar a memória das últimas horas, o que é certo é que deu para ver que até a justiça é injusta... lá dentro também há m*rda (desculpem-me o termo, mas como podem ver, tive o cuidado de meter o correspondente à bolinha no canto superior direito do televisor no palavrão, ou seja, em vez de escrever merda, escrevi m*rda)...
Mas já tive uma viagem deveras interessante (e só espero que a pessoa que vou referir não venha aqui ler isto) em que, inclusivamente, a senhora (não vou explicar o porquê da senhora) já queria ir morar comigo lá (no tal de Texas)... mentes poluídas, despoluam-se, pois não é nada do que estão para aí a pensar (até porque sofro do síndroma da pouca sorte)... a "senhora" queria partilhar o "meu" apartamento, por razões, claro está, económicas (sim... não pensem vocês por lá que isto de estar fora da terrinha é divertido... a não ser para os que vão tirar aqueles cursos de "como dar cabo do fígado em 5 anos" - e sim... gasta-se dinheiro com os bens de primeira necessidade, tais como: casa, comida, transportes, bares de strip, etc). Bem, o que é certo é que nesse momento apercebi-me que, se calhar, fui congelado e descongelaram-me passados uns séculos, em que morarem duas pessoas de sexo oposto no mesmo apartamento, a partilhar talheres e papel higiénico (e... outras coisas - no caso do papel higiénico, é o rolo que se partilha, não as folhas - nesse caso não há frente e verso) não tem mal nenhum... claro que há casos e casos, existem excepções... mas imagine o caro leitor (por uns momentos, sinto-me um daqueles cronistas das revistas e jornais... "leitores") que o seu(sua) namorado(a) lhe diz assim: "Amoreee, olha lá... importas-te que eu vá morar lá onde eu estou com um(a) gajo(a) que conheci ontem? Não tem mal nenhum, ele(a) parece-me uma pessoa impecável... e até poupo nas despesas..." e por aí fora. Das duas uma, ou, devido à distância, um(a) gajo(a) até pensa "é agora que me vou livrar dele(a)!!!", ou então, até nem achamos grande piada à ideia, sabe-se lá porquê! Concluindo, se bem que a ideia de início até me agradou (teria a casa arrumada e limpa... e poupava em alguns dos bens de primeira necessidade que referi), por outro, nem por isso... se calhar porque no processo de descongelação, alguma coisa correu mal!!! Falta-me apenas uma ressalva... se calhar naqueles casos em que os casais são constituídos por dois Adãos ou duas Evas, a ideia de ir morar com outras pessoas do mesmo sexo também não é muito aliciante para a cara metade...
FIM DA PRIMEIRA PARTE
Isto a propósito de quê? A propósito de quem nos calha na "rifa" e que, por umas breves horas se senta ao nosso lado, muitas vezes contra a vontade (não se aplica ao meu caso, já que até senhoras de idade querem a minha companhia), nestas viagens, infelizmente necessárias.
Já tive a sorte de algumas vezes calhar ao lado de umas raparigas ditas "boascomómilho"... e nem é preciso dizer o que nos passa pela cabeça nessas alturas (chicotes e outros brinquedos), mas o bom senso impele-nos a encolhermo-nos todos, para não dar a sensação que nos estamos a atirar à menina (uma rapariga contava-me que um moço, numa dessas viagens, passou a mão na perna da amiga... porventura, digo eu, para saber se ela utilizava daqueles produtos novos que eliminam todo e qualquer vestígio de pelagem por uns tempos - mas claro que foi logo mal interpretado... coitado) ... mas, a maior parte das vezes, não tenho sorte nenhuma (vá-se lá saber porquê - se voltássemos às probabilidades... e vendo o "gado" que habitualmente povoa os autocarros, calhar com uma "gaja boa" é como ganhar um três no totoloto - então, o tal de amor à primeira vista, corresponderá a um seis - e eu nunca tive mais do que um três no totoloto). Isso não quer dizer que as viagens sejam desinteressantes por causa disso... apenas menos coloridas (há-de haver muita gente que, ao ler isto deve pensar: "este gajo é um depravado", mas quem me conhece sabe que não... se bem que fica no ar aquela pergunta: "Mas afinal, quem é que este gajo conhece?")!
Há uns tempos, por exemplo, vinha ao meu lado um funcionário judicial, também ele do Norte e a ver-se obrigado a prestar serviço no Texas (para quem ainda não tenha reparado em comentários anteriores, Texas=Lisboa). Se bem que no final da viagem eu só desejava que aparecesse um dos protagonistas dos Man In Black para me apagar a memória das últimas horas, o que é certo é que deu para ver que até a justiça é injusta... lá dentro também há m*rda (desculpem-me o termo, mas como podem ver, tive o cuidado de meter o correspondente à bolinha no canto superior direito do televisor no palavrão, ou seja, em vez de escrever merda, escrevi m*rda)...
Mas já tive uma viagem deveras interessante (e só espero que a pessoa que vou referir não venha aqui ler isto) em que, inclusivamente, a senhora (não vou explicar o porquê da senhora) já queria ir morar comigo lá (no tal de Texas)... mentes poluídas, despoluam-se, pois não é nada do que estão para aí a pensar (até porque sofro do síndroma da pouca sorte)... a "senhora" queria partilhar o "meu" apartamento, por razões, claro está, económicas (sim... não pensem vocês por lá que isto de estar fora da terrinha é divertido... a não ser para os que vão tirar aqueles cursos de "como dar cabo do fígado em 5 anos" - e sim... gasta-se dinheiro com os bens de primeira necessidade, tais como: casa, comida, transportes, bares de strip, etc). Bem, o que é certo é que nesse momento apercebi-me que, se calhar, fui congelado e descongelaram-me passados uns séculos, em que morarem duas pessoas de sexo oposto no mesmo apartamento, a partilhar talheres e papel higiénico (e... outras coisas - no caso do papel higiénico, é o rolo que se partilha, não as folhas - nesse caso não há frente e verso) não tem mal nenhum... claro que há casos e casos, existem excepções... mas imagine o caro leitor (por uns momentos, sinto-me um daqueles cronistas das revistas e jornais... "leitores") que o seu(sua) namorado(a) lhe diz assim: "Amoreee, olha lá... importas-te que eu vá morar lá onde eu estou com um(a) gajo(a) que conheci ontem? Não tem mal nenhum, ele(a) parece-me uma pessoa impecável... e até poupo nas despesas..." e por aí fora. Das duas uma, ou, devido à distância, um(a) gajo(a) até pensa "é agora que me vou livrar dele(a)!!!", ou então, até nem achamos grande piada à ideia, sabe-se lá porquê! Concluindo, se bem que a ideia de início até me agradou (teria a casa arrumada e limpa... e poupava em alguns dos bens de primeira necessidade que referi), por outro, nem por isso... se calhar porque no processo de descongelação, alguma coisa correu mal!!! Falta-me apenas uma ressalva... se calhar naqueles casos em que os casais são constituídos por dois Adãos ou duas Evas, a ideia de ir morar com outras pessoas do mesmo sexo também não é muito aliciante para a cara metade...
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