sábado, maio 06, 2006

postheadericon Filho meu não brinca aos cowboys

Mas que cowboyada por aqui anda... eu, se fosse gay (coisa que não sou - e perdoem-me todos os que o são - não é nada pessoal), ficava triste por ver que a sociedade trata o "gaysmo" com tanto fervor, que até ele há filmes que são nomeados para os óscares, pelo simples facto de a história se desenrolar em volta de dois cowboys, que aparentemente, estando os dois equipados com manetes, gostam de gritar à índio quando "atacam" (e lá arrancam o escalpe um ao outro)...
Verdade seja dita, hoje em dia o ser-se gay é uma afirmação e não uma simples opção de vida... a sociedade dá tanta importância aos gays, que os maus da fita passam a ser os homofóbicos (não muito por culpa deles, mas porque é necessário e "in" defender causas ditas "nobres" - e pobrezinhos já estão "out")... não é assim que se sensibiliza a maioria da sociedade para o facto de que existem pessoas que não seguem os padrões ditos "normais" (ou seja, rosca e parafuso)... não é tornando "maus" os típicos homens deslavados e que cospem para o chão (o berdadeiro macho)... digamos que, extremando um pouco a coisa, os terroristas, na óptica deles, também têm lá a sua razão (o certo é que ninguém percebe qual ela seja)...
Devo dizer que conheço pessoas assim (digo, gays e não terroristas), arranjo forma de as respeitar (procuro não pensar nos "pormenores" hehehe), desde que elas me respeitem a mim (confesso que não sou muito tolerante e que, automaticamente, passo a ser um pouco homofóbico)... não aprovo, mas não chateio quem opta por o ser... é lá com eles... na intimidade, cada um faz o que lhe apetece... mas também não aprovo o ter que levar diariamente com "certas e determinadas coisas" gays (na televisão, nas revistas, na rádio...), pois parece que querem "converter" a sociedade e obrigar a maioria a adoptar comportamentos da minoria... não quero ser ofensivo, mas também não gostava de ver na televisão o típico "macho" a pavonear-se como tal... por outras palavras, tal como digo não às testemunhas de Jeová (perdoem-me também elas - mas imagine-se o que seria antes do telejornal, levar com uma "lavagem" durante 10 minutos), também gosto de ter o direito de opção em tudo o resto e ser livre de pensar por mim e não no colectivo, só porque é "in", está na moda ou isso (ou seja, ainda nao fiz o penteado à Zé Galo - se eu souber quem são os argumentistas da série "Morangos com açúcar", ainda lhes hei-de perguntar se têm filhos e se eles se comportam daquelas formas "estranhas", quen incluem roubar os carros do professores, comer a namorada do melhor amigo, etc)... podem-me chamar de "quadrado" que não me importo...
Portanto, gays de todo o mundo, oiçam: aproveitem agora, porque amanhã a sociedade arranja outra "minoria" com a qual brincar e volta a relegar-vos para o anonimato... e como em tudo o resto, como já disse, lá vamos todos comprar outras pulseiras, mudar o penteado, trocar o "k" pelo "que" outra vez, etc... (qualquer dia escrevo sobre os "meninos" de hoje - já são eles que ditam as regras e não os "kotas" - novo dicionário de português na calha)...
Concluindo, devido a esta propaganda toda, se algum dia tiver a felicidade de ter filhos, não os vou deixar brincar aos cowboys, nem ver o José Castelo Branco na TVI...

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