quarta-feira, maio 17, 2006

postheadericon O bom do meu patrão

Meus amigos... o tema de conversa hoje é: o bom (e Santo) do meu patrão.
Como muitos de vocês já sabem, a minha aventura do momento, a nível de "levar dinheiro para casa" (se bem que o pilim que ganho nem dá para ir com assiduidade ao Bairro Alto - a bem da verdade, ainda nem lá fui), é a de dar aulas no ensino público (3º ciclo e secundário). Ou seja, trabalho para o nosso bondoso Estado. Claro que muitos de vocês já me devem estar a insultar até à terceira geração (mais um chulo... vai mais é trabalhar... e coisas do género), mas o que é certo é que faço o melhor que posso, o melhor que sei e o melhor... que me deixam, já que o bom do meu patrão é soberano e se me mandar cantar o hino no início de todas as aulas, lá terei eu que andar a tomar chá com mel para afinar a voz (mesmo que a minha voz se assemelhe muito à daquele grande senhor da música portuguesa, Zé Cabra - se bem que eu é mais "...brão"). E só quero aqui deixar bem explícito, que antes de ingressar nesta aventura, tive envolvido em outra, que implicou sobreviver quase oito anos numa empresa privada (ahhh pois é... conheço os dois mundos). Ou seja, se eu era um dos maiores críticos destes "gajos" (e gajas) que andam para aqui a assustar os putos, agora... mudei de opinião!!! Não quer isto dizer que a classe funcione bem, ou que sejam santos (vê-se por cá muita m*rda - de facto, há professores que os têm bem coçados - no feminino, bem, imaginem... - mas isso é assim em todo o lado; há os bons e os maus).
O que é certo é que realmente não é fácil aturar a juventude destes dias; aturar estes gajitos que crescem a comer macdonalds e... a comerem-se uns aos outros. E o que é certo também é que isto dá cabo da cabeça a um gajo... queima os poucos neurónios que, nesta idade, me dignifica dizer que ainda tenho. Portanto, amigos, desenganem-se os que pensam que isto é só rosas... e se têm dúvidas, experimentem (mas deixo-vos um conselho... experimentem depois de esta Ministra ser internada no Hospital Júlio de Matos, hospital para malucos... se ainda têm dúvidas, foi essa senhora que disse: "Admito que perdi os professores, mas ganhei na opinião pública" - o que é bom, já que o que se faz é para agradar às massas e não no sentido de ser o mais correcto de se fazer!!! - imagino que isto para ela deva ser um pouco como aquele jogo em que matar civis dá pontos... e o "score" é que interessa). Não me alongo mais com "justificações", aliás, deixo isso para outro post, já que este é para falar dos patrões em geral (e não especificamente nessa "senhora").
Nos meus anos de assalariado numa instituição privada, apercebi-me que (como que se dúvidas houvesse), de facto, o patrão é que sabe... e sabe tanto, que frequentemente interpreta as leis à sua maneira, ou seja, para ele, a legislação é como a Bíblia: cada um interpreta como quer e toda a gente tem razão!!! E como hoje em dia os fiéis seguidores não protestam, com medo de terem que procurar outra religião, o bom do patrão é um Deus incontestado, apesar de os seguidores às escondidas cometerem uns pecados (organizam-se em protestos e idoletram vacas sagradas), na hora da verdade, têm medo que a sua mão divina os fustigue (pelo menos a grande maioria).
No tal sítio onde trabalhei era frequente observar "pontapés na lei". E devo dizer que nenhuma favorecia de forma clara o fiél seguidor, muito pelo contrário.
TO BE CONTINUED...

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