sábado, maio 06, 2006
Casamento e vida boémia...
sábado, maio 06, 2006 | Publicada por
Pedro Duarte |
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A minha prima casou-se!!!
Concerteza que por aí haverá pessoas que também têm primas e que, imagine-se, igualmente se casam... mas isso não interessa para o caso, pois cada um fala da prima que tem.
E a respeito da dita pessoa, devo dizer que se não fosse prima, tinha noutros tempos tentado a minha sorte (que não é muita por sinal), mas devo também dizer que, já que não pode ter um machão garanhão, 1,90m e mentiroso como eu, como ficou servida, também não ficou mal! O espécimen é porreiraço e desconfio que vai tratar bem a prima em causa (ai dele se assim não for).
Mas o que eu queria deixar aqui escrito é que, cada vez menos entendo este processo todo de casamento e o que vem a seguir a isso. Por um lado porque, parece que depois de uma pessoa se casar existem dois caminhos distintos: um em que uma pessoa tem que ir aos trambulhões e outro em que se vai a rebolar, batendo com a cabeça nas pedras. Tudo se complica depois do casamento, mesmo, imagine-se, naqueles casos em que até já viviam juntos há uns tempos. Não há estradas alcatroadas nos casamentos, ou se havia, com o tempo e sem manutenção, estragaram-se!
Assim sendo, mais vale voltar à vida de antes (e aí entram os divórcios)... assim, pelo menos, cada um tem a sua televisão, sendo dono e soberano do comando... e mais: as mulheres ficam com os cães de companhia (que hoje em dia têm 1,80m em média e muitos são loiros - além de que, aparentemente, vêm treinados para fazer chichi nos lugares próprios para o efeito) e os homens ficam com as mães(zinhas) que fazem umas sopas de se lhes tirar o chapéu... por isso, mais vale não casar... vai-se comendo sopa...
No outro extremo (dos que se casam e/ou fazem vida conjugal - e até dos que simplemente namoram, monogamicamente falando), estão aqueles que se dedicam à vida boémia... sem amarras nem preocupações com aquela coisa chata que é a "responsabilidade" (brrrr... até arrepia)... "comem" quando querem e o que querem, divertem-se a 110%... não estabelecem "bounds" nem "bonds" com ninguém... e lá vão curtindo a vida!
Mas como tudo na vida são fases, esta é mais uma... e depois da fase da "desbunda" vêm outras onde já entra o tal palavrão de "responsabilidade" (ai ai)... e aí é que a coisa se complica... pois quem passa a vida a voar, tem dificuldade em ter sítio para aterrar... já que passou a vida a brincar com as torres de controlo... basicamente, somos um espectáculo enquanto voamos, mas por passarmos a vida nisso, pouca gente está disposta a albergar o nosso avião, ou seja, voam connosco e tal, mas ficar com o avião isso é que não (raio de analogia)... o que depois leva a escolhermos uma qualquer pista para aterrarmos... escusado será dizer que, em muitos casos, volta-se ao tópico da separação... e aí, o avião volta a voar, ou a pista fecha!
Posso dizer que conheço alguns casos desses... e quem sai à noite, com um pouco de atenção, vislumbra-os logo... ou boémios (os mais frequentes) ou aviões reabastecidos e que voltaram a ocupar o céu (muitos sofrem "upgrades", passando de avião com élices para aviões a jacto)...
É bom podermos curtir a vida e não nos maçarmos com o facto de termos que dar satisfações a alguém... mas a vida não é só isso... e eu, se fosse pista, acho que fechava a torre! Também gosto de voar, mas se passarmos muito tempo no ar, perdemos a noção de como se caminha...
Por fim, isto leva-me a concluir que, como a sociedade hoje em dia se comporta, isto é uma situação de "loose, loose"... alguém com conhecimentos de probabilidades ainda há-de fazer os cálculos... a ver se é mais fácil ganhar o euro-milhões... se somos (minimamente) certinhos. arriscamo-nos a ter uma surpresa quando estabelecemos compromissos, ou então, só encontramos aviões... se somos aviadores, podemos ter que passar a vida no ar, se bem que, temporariamente, tocamos o chão...
Concerteza que por aí haverá pessoas que também têm primas e que, imagine-se, igualmente se casam... mas isso não interessa para o caso, pois cada um fala da prima que tem.
E a respeito da dita pessoa, devo dizer que se não fosse prima, tinha noutros tempos tentado a minha sorte (que não é muita por sinal), mas devo também dizer que, já que não pode ter um machão garanhão, 1,90m e mentiroso como eu, como ficou servida, também não ficou mal! O espécimen é porreiraço e desconfio que vai tratar bem a prima em causa (ai dele se assim não for).
Mas o que eu queria deixar aqui escrito é que, cada vez menos entendo este processo todo de casamento e o que vem a seguir a isso. Por um lado porque, parece que depois de uma pessoa se casar existem dois caminhos distintos: um em que uma pessoa tem que ir aos trambulhões e outro em que se vai a rebolar, batendo com a cabeça nas pedras. Tudo se complica depois do casamento, mesmo, imagine-se, naqueles casos em que até já viviam juntos há uns tempos. Não há estradas alcatroadas nos casamentos, ou se havia, com o tempo e sem manutenção, estragaram-se!
Assim sendo, mais vale voltar à vida de antes (e aí entram os divórcios)... assim, pelo menos, cada um tem a sua televisão, sendo dono e soberano do comando... e mais: as mulheres ficam com os cães de companhia (que hoje em dia têm 1,80m em média e muitos são loiros - além de que, aparentemente, vêm treinados para fazer chichi nos lugares próprios para o efeito) e os homens ficam com as mães(zinhas) que fazem umas sopas de se lhes tirar o chapéu... por isso, mais vale não casar... vai-se comendo sopa...
No outro extremo (dos que se casam e/ou fazem vida conjugal - e até dos que simplemente namoram, monogamicamente falando), estão aqueles que se dedicam à vida boémia... sem amarras nem preocupações com aquela coisa chata que é a "responsabilidade" (brrrr... até arrepia)... "comem" quando querem e o que querem, divertem-se a 110%... não estabelecem "bounds" nem "bonds" com ninguém... e lá vão curtindo a vida!
Mas como tudo na vida são fases, esta é mais uma... e depois da fase da "desbunda" vêm outras onde já entra o tal palavrão de "responsabilidade" (ai ai)... e aí é que a coisa se complica... pois quem passa a vida a voar, tem dificuldade em ter sítio para aterrar... já que passou a vida a brincar com as torres de controlo... basicamente, somos um espectáculo enquanto voamos, mas por passarmos a vida nisso, pouca gente está disposta a albergar o nosso avião, ou seja, voam connosco e tal, mas ficar com o avião isso é que não (raio de analogia)... o que depois leva a escolhermos uma qualquer pista para aterrarmos... escusado será dizer que, em muitos casos, volta-se ao tópico da separação... e aí, o avião volta a voar, ou a pista fecha!
Posso dizer que conheço alguns casos desses... e quem sai à noite, com um pouco de atenção, vislumbra-os logo... ou boémios (os mais frequentes) ou aviões reabastecidos e que voltaram a ocupar o céu (muitos sofrem "upgrades", passando de avião com élices para aviões a jacto)...
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